quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Resenha: Tribunal Justiça das Ruas







            Como assim vocês ainda não conferiram nossa cobertura sobre a exposição Super-Heróis do Brasil? Corre lá:


            E o episódio sobre esse grande evento que gravamos para o Corujice Pop?

Corujice Pop - EP. 3 - Parte 1

Corujice Pop - EP. 3 - Parte 2

            Se tivessem conferido tudo isso aí acima, então o nome de Carlos Baku não seria um estranho para vocês. O amigo que fizemos lá já havia publicado os quadrinhos infantis O Príncipe Sapo e O Príncipe Sapo Colorir quando, em 2015, publicou a primeira HQ do grupo justiceiro Tribunal.

            Na exposição o título estava esgotado, e ele nos mostrou somente um exemplar do original, prometendo que nos entregaria a nova edição que estava preparando. E, na recente Butantã Gibi Con finalmente o encontramos, e trouxemos para casa Tribunal – Justiça das Ruas. A nova capa ficou linda, aliás!
Carlos Baku e Walter Júnior

            É importante que se diga que Tribunal nada tem a ver com outro personagem dos quadrinhos brasileiros, tornado famoso graças ao filme de enorme sucesso. O Doutrinador, criação de Luciano Cunha, surgiu online em 2013 e somente tempos depois ganhou a notoriedade atual.

            Na entrevista que fizemos com Carlos para o Corujice Pop ele explicou que os personagens têm quase vinte anos, e que pretende em breve publicar novas histórias, ampliando o conceito original. A ideia é que onde a justiça falhar, em qualquer região do país, quatro pessoas irão se reunir para formar o Tribunal.

            E falando nisso, são eles: Júri, Juiz, Defensor e Carrasco.


            Não espere piedade ou tons de cinza nessa HQ de muita ação de violência. Em uma sociedade onde o estado não protege seus cidadãos e os corruptos e criminosos dominam o sistema, a justiça só pode vir através de figuras sombrias que tomaram em suas mãos o dever de julgar e punir os bandidos. E a HQ já começa com a morte justamente do antigo Defensor, que era um policial que foi traído por seus próprios colegas. E, como frequentemente acontece, um policial tombado não é motivo de notícias com tanta ênfase como quando é a polícia que abate os criminosos.

            Parece uma realidade que você conhece? Pois esse é mesmo o objetivo de Carlos Baku com seu grupo de anti-heróis. Seria de se esperar, claro, diante do atual boom de super-heróis brasileiros, que igualmente tivessem destaque personagens mais ambíguos.

            O Tribunal reuniu provas contra o assassino de Defensor e realizou seu justiçamento, mas a mídia o considerou um herói. No caso seguinte, a equipe localiza o cativeiro de uma vítima de sequestro salvando-a, e dando aos meliantes o que eles merecem.

            Outro caso de corrupção é resolvido pelo Tribunal a seguir, e é interessante ver como os criminosos sempre acham que todos têm seu preço. Não o Tribunal!


            Assim como outro policial honesto, que é salvo pelo Tribunal quando dois colegas corruptos o ameaçavam. Ele é convidado para ser o quinto membro da equipe, o Pássaro da Noite, o que zela por todos em suas missões. A HQ termina com as fichas de cada personagem, e os motivos de cada um deles ter se tornado um Tribuno. A origem do novo Defensor, por sinal, não pode ser contada neste horário!

            Ao amigo Carlos Baku parabenizamos pela criação, e pedimos que nos traga novas histórias o quanto antes! A ideia e a trama são muito legais, e dignas de uma adaptação como o foi o outro anti-herói que mencionamos. Recomendamos muito esta HQ e, como está lá escrito:


“O Tribunal busca justiça, quando a lei protege o lado errado da sociedade”

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