terça-feira, 21 de julho de 2015

ESPECIAL QUADRINHOS: Entrevista Bia Lopes





Beatriz Lopes, estudante de Gravura da UFRJ, feminista, carioca, catlover, começou a fazer quadrinhos em 2012 e publicou seu primeiro zine solo em 2013.

Contato:
email: bleatrizlopes@gmail.com
https://www.facebook.com/blearghh




OBRAS

- Libre!, revista, 2013
- Mofo, zine, 2013
- Zine XXX, coletivo, 2014
- Plantis, zine, 2015



1.               Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?

Quando eu era criança eu lia muita Mônica (como qualquer criança normal) mas o interesse por quadrinhos voltou quando eu fiz 14 anos e me mudei pra Tijuca onde tinha uma biblioteca estadual perto da minha casa. Lá tinha uma coleção enorme de gibis. Li os gibis do Batman de 1996 do zero ao duzentos e pouco. Quando acabou o Batman comecei a comprar quadrinhos em livrarias. O primeiro quadrinho que eu comprei depois disso foi Scott Pilgrim.

2.               Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?

O primeiro quadrinho que realmente causou impacto em mim foi ´Umbigo sem Fundo´, Dash Shaw.

3.               Como os quadrinhos influenciaram sua vida?

Eu gostava de desenhar e em algum momento da minha vida já pensei em fazer cinema. Acho que os quadrinhos acabam sendo uma junção dessas duas plataformas e eu sou muito atraida pelas possibilidades.

4.               Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?

Atualmente ando lendo mais quadrinhos escritos por mulheres. Mas no geral gosto muito de quadrinhos underground com uma pegada mais experimental.

5.               Qual seu quadrinho favorito? Por quê?

Lucille e Umbigo Sem Fundo estão como meus preferidos. Acho que pelas inovações estéticas e profundidade no roteiro.


6.               Onde busca inspiração para criar?
Histórias pessoais, filmes, livros, músicas e outras bads.






7.               Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?

Eu só posso parar de desenhar quando eu terminar o quadrinho se não eu largo na metade e nunca mais volto. E eu gosto de andar em circulos na hora hora de pensar, haha. E ouvir música.

8.               Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?

Qualquer tema com cunho machista/racista/opressor. Porque ia bater de frente com todos os meus ideiais.

9.               O que vem por aí?

Esse ano: um monte de zines pequenos e autorais.
Ano que vem: talvez outro Zine XXX.

10.            Existe preconceito por parte dos criadores/roteiristas/desenhistas de HQs?

Existe muito machismo e misoginia da parte de homens que fazem quadrinho. É muito raro achar uma personagem feminina que não tá ali apenas como objeto/cenário/fetiche. É muito difícil achar uma personagem feminina minimamente real e com tanta profundida quanto os personagens masculinos.

11.            As mulheres ainda sofrem preconceito por gostarem de quadrinho?

Acho que não. Mesmo representadas de maneira inferior, mulheres consumiam quadrinhos, mesmo não sendo bem vindas, iam para eventos de quadrinhos, acho que é quase a mesma cena que rola com as gamers. O mercado de quadrinhos feito por e para mulheres está crescendo e com isso acho que ambas as partes (produção e consumo) irão crescer.

12.            Algum recado para os leitores?
Façam zines. Mesmo sem saber desenhar. Façam qualquer zine (desenho, colagem, rabisco, foto). Vá em feiras de zine, troque zines, acho que é sempre valido fazer uma coisa como essa só pra ter história pra contar.

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