sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

START 2018




Junto à comemoração dos 3 anos de Calendário Geek – www.calendariogeek.com.br– a START 2018 vai acontecer sábado, 27 de janeiro de 2018, das 10h às 21h, sob este tema agora.
Com o nome “Start”, a ideia é autoexplicativa. Representantes de segmentos como HQ, revistas, TV, cinema, Home Video, eventos, cosplay, livros e fã-clubes estarão palestrando sobre as novidades que apresentarão no novo ano, enquanto uma feira com venda de produtos e uma praça de alimentação acontecem. Atrações como shows, danças e exposição de fã-clubes farão a diversão do dia.
Serão dois andares para todas as atrações. Os dois terão palco com atrações e expositores mostrando o que tem de melhor.
Nos palcos, haverá quiz show, gincanas, painéis, apresentações, shows de banda, além do concurso de melhor cosplayer. Não podemos esquecer da apresentação do dublador e radialista Titio Marco Antonio, a voz brasileira do Patrick de Bob Esponja e de Rick Grimes, de The WalkingDead, entre tantos outros.

Programação

Já está confirmado:

Dublador: Titio Marco Antonio

Âncora do programa Alternativa da Kiss FM. Como dublador, desde 1999 empresta sua voz para diversos personagens em filmes, séries, documentários, animações e games. Entre eles:
Patrick Estrela: Bob Esponja Calça Quadrada
George Clooney em Tomorrowland
Talion em Sombras de Mordor
Yasuo e Lucian de LeagueofLegends
Rick Grimes de The WalkingDead
Garfield, sim o gordo, mal humorado, peludo, velho e preguiçoso
Zangief em Detona Ralph
Bulkhead em Transformers Prime
Byakuya em Bleach
Capitão Ginyu em Dragon Ball Z
Ministra o workshop ''Pra Você Falar Bem '', é vídeo-repórter, locutor publicitário e voz das chamadas dos canais Tru TV e Tru TVHD.


Banda: GeekBatera – Caio Gaona

Você já saiu de uma sessão de cinema cantarolando os temas do filme, já comprou ou baixou álbum de trilhas sonoras para relembrar aquela cena maravilhosa que ficou em sua memória?
Nós também e pensando nisso o baterista Caio Gaona desenvolveu o projeto GeekBatera que une o peso, agressividade e técnica do heavy metal ao bom gosto a nostalgia e a emoção das trilhas sonoras de filmes, sempre utilizando o telão e efeitos sonoros como artifícios áudio-visuais poderosos para prender a atenção do espectador e fazer com que ele presencia uma experiência única.
A banda é formada por Caio Gaona (Bateria) Murilo Toth (guitarra) Fernando Gomes (baixo e programações) e teve sua estreia no Jedicon 2016 tocando clássicos de Star Wars e Ficção Cientifica.

Concurso de Cosplay

Não pode faltar, de forma alguma, um concurso de cosplay. Será com temática absolutamente livre e o julgamento será por aclamação (isso aí, o público escolhe).
As categorias serão masculina e feminina. A infantil é pela brincadeira, com premiação simbólica – ninguém quer “adultizar” crianças para ganhar prêmios por aqui, todas ganharão algo.
Normalmente são mais de R$600 em prêmios para cada vencedor, que variam entre produtos cedidos por expositores e grandes fabricantes do mercado. Por isso, capriche!
Infraestrutura com camarim cosplay gratuito e guarda-volumes a R$5,00 por volume.

Praça de Videogame

Alguns videogames com jogos disponíveis para o pessoal jogar, competir e se divertir.
AmongGiants–Distortions
Nome: Thiago Girello
Cargo: Diretor
A AmongGiants é um estúdio de desenvolvimento de games baseado em São Paulo criado por três amigos. O Distortions, que já está em desenvolvimento há oito anos, começou a ser produzido como um hobby e nunca teve a pretensão de ser comercializado, até que algumas pessoas próximas começaram a conhecer o jogo e gostaram muito. Com isso, eles viram que o jogo tinha potencial para ser vendido.
No final de 2016, a AmongGiants venceu o edital da SPCine e, com a verba, está fazendo constantes melhorias e polimentos no jogo. Foram 11 prêmios até agora.

Good Game Comunicação
Nome: Rafael Costa
Cargo: CEO e Diretor de RP
A Good Game é uma agência multidisciplinar de comunicação especializada em Games e eSports e que está no mercado desde 2015. Trabalha principalmente com produtores independentes, oferecendo a eles a oportunidade de ter departamento de comunicação e marketing como as grandes desenvolvedoras. É formada por jovens publicitários, relações públicas, designers e webdesigners, apaixonados por games e totalmente imersos na cultura digital. Em seu portfólio estão grandes jogos como Summoners War, da Com2uS, ArcheAgeBegins, da GAMEVIL, Distortions e muitos outros.

Looke
Nome: Luiz Bannitz Guimarães
Cargo: Diretor de Conteúdo e Negócios
O Looke, serviço de streaming de vídeos ondemand, é a forma mais simples de assistir a filmes e séries de TV sem sair de casa. A plataforma permite compra, locação ou assinatura, e apresenta mais de 12.000 títulos de todos os gêneros à sua escolha, incluindo produções recém-saídas dos cinemas, clássicos, documentários, lançamentos, animações e até shows musicais. Com modelo de negócio distinto dos demais serviços, oferece ao usuário um catálogo atualizado, incluindo conteúdos premium e exclusivos da plataforma, com a possibilidade de assistir em qualquer lugar, mesmo estando off-line.

Rede Vamp

Nome: Lord A. ou Príncipe AxikerzusSahjaza
Cargo: Fundador
Há 15 anos o maior portal sul-americano dedicado ao amplo e emblemático contexto VAMP de todos os tempos, produtor dos principais eventos e produtos do gênero no Brasil. http://redevamp.com

Editora JBC

Nome: Cassius Medauar e Marcelo Del Grecco
Cargo: Editores
Passados 25 anos desde a sua fundação, a Editora JBC se firma como vanguardista na área de comunicação, seja com suas publicações (Mangás JBC, Ink! Comics, revista Hashitag), seja com o desenvolvimento de conteúdo digital para os seus sites (Made in Japan, Henshin, Akibaspace, Hashitag) e redes sociais.

Paulo Gustavo Pereira: Mídia de entretenimento – séries

Antenados e muito bem informados sobre presente, passado e futuro da TV, trará as novidades para o palco, bem pautados com algumas das grandes produtoras culturais do mundo.
Cinecolor: Home Entertainment da Disney e Paris Filmes
Paloma Muneratto
Cargo: Diretora
Promete trazer um grande lançamento do ano em DVD, Blu-Ray e Steelbox. Aguarde e verá.

Lord Alexandre: Cosplay É Para Todos - Como Montar Seu Primeiro Cosplay

 

Ingressou como cosplayer em março de 2014 com seu primeiro cosplay baseado no universo do Batman, escolhendo o vilão Pinguim. Desde então, fez outros personagens icônicos como Rei do Crime, Wario, Robotnik e Gru, entre outros totalizando em mais de 20 cosplays entre variadas versões. Lord Alexandre, seu nome de cosplayer, ganhou quatro concursos cosplays com Pinguim tanto o clássico como a versão televisiva de Batman 1966, Rei do Crime e Robotnik em diversos eventos. É o diretor do grupo fã-clube Asilo Gotham que foca em todo o Universo DC através de humor e notícias de filmes, séries, quadrinhos além de apresentar palestras sobre Batman e promover eventos e encontros de cosplays relacionados a DC em geral.

Colecionismo: Éder Pegoraro

Colecionador de actuion figures desde sempre, Éder escreve para a Mundo dos Super-Heróis e para a Sala de Justiça, blog especializado. Trabalha também com a Iron Studios, onde sempre tem informações de primeira mão.


A organização não quer, de modo algum, frustrar expectativas, mas imprevistos acontecem. Por isso, a programação pode ser alterada sem prévio aviso.

Expositores:
Todos eles com mesas e produtos interessantes para nerds e geeks:
Milena Buzzinaro;
Piovesan Colecionáveis
Shazamm Coleções:
Stigma Geek
Akurime Store
Negro Gato;
Editora Draco;
Greys Attack;
Gametoy;
Kaiza;
Dark Fênix;
Rock, Geek and Flowers;
Dragonfly Editora;
Subliloja;
Laudo Ferreira Jr.;
Yamane Arts;
Art Rebel;
B. Commerce;
D20;
Shark Store;
Molly e Polly Dolls;
Onigiri Crafts;
Mangás e HQs;
House of Games;
JaPow!;
Eduardo Ferrara;
Kelly Amorim;
PsDGames;
Mepuru Shop;
Arsenal Jedi;
Gio Guimarães.

Alimentos
Tokyo Bubbles;
Akio & Shizue;
Chest of Wonders;
Sabores da China & Cia culinária Oriental;
One Pub Truck.

Fã-clubes

Todos eles farão uma palestra para tratar de seus fandoms e terão exposição no andar superior:
 
 Army of Darkness – Star Wars;

Conselho Jedi São Paulo – Star Wars;

Magic Potter Brasil – Harry Potter;

Perry Rhodan – a série de ficção científica mais antiga em produção não é do cinema nem da TV, é um livro alemão publicados semanalmente desde 1962;

Povos Livres de Arda – a produção de J. R.R. Tolkien, como Senhor dos Anéis;

SailorMoon – o anime shoujo mais aclamado da história com seu fã-clube;

Sci-Fi ABC – colecionadores de séries antigas;
 
Star Trekkers Brasil – Star Trek;

Supernatural – a série de TV dos exorcistas mais viajados dos EUA;

TokuHero – fã-clube dos tokusatsus mais amados do Japão e do Brasil;

Ultraman SP – a família de heróis mais famosa do Japão muito bem representada em São Paulo.

START 2018

Entrada gratuita

Sábado, 27 de janeiro de 2018

Das 10h às 21h

No Osaka Naniwa-Kai

Av. Domingos de Morais, 1581, Vila Mariana – São Paulo/SP

A 50m da Estação Vila Mariana do Metrô

start2018.com.br

https://www.facebook.com/events/519671425070390/

Sobre o Calendário Geek

Sob a motivação e slogan “quer saber o que acontecerá no universo geek ou nerd? Leia no Calendário Geek; quer que todos saibam de seu evento geek/nerd? Publique no Calendário Geek”, o veículo começou, pouco a pouco, a conquistar seu lugar na leitura diária de nerds, geeks e interessados em cultura pop internacional em todo território nacional.
O Calendário Geek (www.calendariogeek.com.br) se propõe a ser fonte de informações sobre eventos ligados a cultura nerd/geek em território nacional. Já são mais de 470 mil acessos mensais e a fanpage no Facebook possui mais de 24 mil curtidas.
Tudo o que tem data para acontecer, é geek/nerd, tem espaço no Calendário Geek. Por isso, as pautas abrangem a divulgação prévia de eventos, a cobertura deles, cobertura de lançamentos de filmes, de livros, de quadrinhos, de games, de home vido, novas temporadas de séries de TV, RPG etc. Tudo em arte e lazer que permeie o universo nerd/geek, tendo data de lançamento, é pauta do Calendário Geek.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

J. R. R. Tolkien

Tolkien Toast 2018




John Ronald Reuel Tolkien (03/01/1892 – 02/09/1973) foi escritor, poeta, filólogo e professor universitário inglês, e evidentemente é mais conhecido como J. R. R. Tolkien e por seus livros O Senhor dos Anéis, O Hobbit, O Silmarillion, e mais uma imensa e variada coleção de escritos, todos saídos de sua prodigiosa imaginação.

O Professor, como carinhosamente chamado pelos fãs, influenciou gerações que se encantaram com sua arte, e sua popularidade cresceu imensamente quando foi lançada em 2001, 2002 e 2003 a trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis. Após um longo hiato sua criação retornou aos cinemas com outra trilogia, O Hobbit, entre 2012 e 2014, adaptando a história imediatamente anterior à Saga do Anel. Os novos filmes, mesmo não tendo recebido os mesmos elogios dos anteriores, apresentaram a obra do Professor para uma nova geração, e quem já a conhecia ficou feliz pela oportunidade de retornar à Terra-Média.

O maior mérito dos filmes foi despertar em muitos o desejo de saber mais a respeito desse mundo maravilhoso e seu criador. Quem fez isso não tem absolutamente do que reclamar, pois é enorme a variedade de livros a que se tem acesso, seja com a obra de Tolkien ou a respeito dele mesmo. Ler seus textos é um mergulho incrivelmente prazeroso em um mundo fantástico, desfrutando a extraordinária riqueza de detalhes de cada descrição ou cena que produz uma imagem nítida da grande criação do Professor, a Terra-Média!

E o melhor de tudo, conforme fica claro nos depoimentos abaixo, é que a leitura das obras de Tolkien foi o ponto de partida para, da mesma forma que na Sociedade do Anel, grandes laços de amizade, carinho e respeito fossem criados, e afinal, não é esse o objetivo maior de ser, como nós, nerds de carteirinha? Fazer amigos, se reunir e celebrar as histórias, de qualquer mídia, que tanto amamos? Por isso, neste dia 03 de janeiro, erguemos nossas taças e fazemos um brinde em honra aquele que provavelmente é o maior contator de histórias de todos os tempos, nosso querido Professor J. R. R. Tolkien!




As fotos da comemoração do Tolkien Toast estão no álbum

A obra de Tolkien e nós - depoimentos 


Renato A. Azevedo

48, engenheiro eletrônico, jornalista, escritor e roteirista.

Falar sobre a obra do Professor é, para mim, algo que se aproxima da ousadia. Como fazer comentários a respeito de algo tão imenso, poderoso e magnífico, que influenciou, influencia e seguramente influenciará gerações de leitores e contadores de histórias? Como escritor sequer me atrevo a dizer que sou colega de J. R. R. Tolkien, pois seu trabalho se situa em uma escala quase inimaginável de criação. O Professor criou realmente um mundo à parte, e é em sua honra que em todo 3 de janeiro fazemos o Tolkien Toast, celebrando sua vida e sua inimitável obra.

Meu primeiríssimo contato com Tolkien veio através da cobertura feita pela saudosa revista Sci-Fi News sobre o lançamento do filme O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel. Ali eu aprendi que havia essa fabulosa obra literária que estava finalmente sendo adaptada ao cinema, e por meses a fio, se lembro bem entre os anos de 1999 e 2001, a revista fez uma cobertura como eu nunca vi antes, e jamais vi depois, a respeito do lançamento de um filme.

O mesmo trabalho se deu nas sequências, e em particular guardo com muito carinho a edição 62 da Sci-Fi News, pois além da capa dedicada a O Senhor dos Anéis – As Duas Torres, nela foi publicado um conto de minha autoria, Zé da Pinga, minha primeira publicação em papel! E vale destacar as duas opções de capa, uma com Aragorn e outra com Gandalf, para a edição 73, com O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. Sim, tenho as duas, e não dou, não vendo nem empresto! Mas prometo que, quando tiver um tempinho, ainda vou visitar meus vastos arquivos de revistas e escreverei especificamente sobre a cobertura da Trilogia do Anel pela Sci-Fi News, combinado?

Filmes, o que dizer deles, não? Para mim são perfeitos, e depois de ler os livros percebi como foram adaptados de forma primorosa. Tenho duas histórias, a primeira é de irmos conferir em pleno dia de Natal a estreia de O Retorno do Rei e vibramos e choramos e nos emocionamos demais! A segunda é que naquela última semana de dezembro de 2003 voltei ao cinema para conferir, ao longo de toda uma tarde, as versões estendidas de Sociedade do Anel e Duas Torres. São Paulo vazia por causa dos feriados, meio de semana, e o cinema estava absolutamente abarrotado de gente!!!


Isso, e mais a quantidade absurda de pessoas que fazem parte das diversas sociedades dedicadas á obra de Tolkien somente aqui no Brasil, tornam ainda mais incompreensível a demora inacreditável para o lançamento das versões estendidas em DVD. Mas a espera compensou, é um material obrigatório para os fãs, mas evidentemente, já tomado pelo amor incondicional à Terra-Média, não é que acabei comprando também a caixa das versões de cinema com um belo desconto pouco depois? Os extras desta igualmente valem a pena, e gosto muito, por exemplo, de Retorno Á Terra-Média.

E foi nessa mesma tarde das versões estendidas que comprei, finalmente, os três livros da Trilogia do Anel. E sim, admito que ainda falta um pedaço de O Retorno do Rei, mais os extras, para serem lidos. Resta evidentemente pouco a dizer a respeito da obra, além de reconhecer o trabalho inacreditável e maravilhoso de Tolkien em compor um mundo tão detalhado e com uma mitologia tão rica.


Ao longo dos anos fui adquirindo outros volumes, o Silmarillion (a edição mais nova primeiro, e achei recentemente a primeira edição também), do qual já li alguns trechos e mal posso esperar para devorar assim que acabar a Saga do Anel. Comprei e li O Hobbit durante a exibição da nova trilogia prequel, e gostei desses novos filmes, embora admita que desta vez o diretor hobbit, Peter Jackson, não caprichou tanto quanto deveria. Mas considerado que muitas das reclamações são de pessoas que não entendem que livros e filmes são linguagens diferentes, e que nenhuma adaptação literal das páginas para as telas costuma ficar boa, eu gostei do que foi feito, e claro que tenho os DVDs das versões estendidas.

Em tempo, faltou falar do Oscar de 2004, e para quem sempre acreditou que nunca teria a chance de ver um filme fantástico levar para casa o careca dourado e nu, foi uma emoção indescritível ver outro mestre, Steven Spielberg, ser chamado para anunciar o prêmio de Melhor Filme. Um grande amigo, de quem sinto muitas saudades, resumiu perfeitamente nossa imensa alegria no dia seguinte: “o Precioso é nosso!!!”.

E nesse tempo todo ainda vieram O Atlas da Terra-Média, Contos Inacabados, no mais recente aniversário ganhei Os Filhos de Húrin, e também adquiri a biografia lindíssima O Senhor da Fantasia. Ah, e quem consegue resistir à arte dos Irmãos Hildebrandt? Bem, toda essa experiência foi algo incrivelmente enriquecedor, mas chega a ser ínfima comparada à aventura que é ler a obra do Professor. Suas histórias são uma aula sobre como compor um universo, sobre criação e evolução de personagens, e como afinal criar um mundo que é sem dúvida vivo, riquíssimo, maravilhoso e cheio de facetas e maravilhas para serem exploradas. Tenho escrito ficção científica e fantasia desde meados dos anos 1990, e posso tranquilamente afirmar que a obra do Professor J. R. R. Tolkien me ensinou a ler e escrever melhor.

Enquanto isso, continuamos aguardando a anunciada série de TV, na qual espero ardentemente que nem pensem em fazer alterações nos personagens ou na trama em nome de cobranças de certo tipo barulhento de gente, e fazendo plantão diante das livrarias para o lançamento da versão brasileira de Beren & Lúthien, para aprendermos mais com nosso querido Professor...





Marcia Lins Zotarelli

36 anos, blogueira, escritora

“Numa toca no chão vivia um Hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo... era a toca de um Hobbit, e isso quer dizer conforto.”

Descobri Tolkien pelo primeiro filme. Já gostava de fantasia na época, mas fui acompanhar alguém no cinema e não fazia idéia do que me esperava então. Não imaginava que aquele velhinho de cinza na carruagem se tornaria um amigo tão querido para mim. No começo do filme a história já tinha me fascinado pela idéia dos anéis exercerem poder sobre o coração humano, mas não me dei muita conta disso depois... As paisagens, Bilbo e Frodo foram me cativando. Sim, gritei e chorei no cinema junto com todos os fãs que já haviam conhecido Tolkien. Saí do cinema com vontade de mais e mais e mais... mas não li os livros. Apenas me fixei nas memórias do filme.

Na época da estréia do Hobbit eu já tinha lido esse e fiquei encantada, comparando detalhes e adorando a adaptação que foi criada. Nessa época eu ainda não conhecia quase ninguém que gostava e Tolkien, apenas uma ou outra pessoa que me acompanhavam no cinema.

Eu era uma daquelas nerds solitárias por não ter muito com quem papear sobre os assuntos que gostava, primeira na fila da escola, sem muitos amigos... fui descobrindo clubes de leitura, cheguei a criar um (Pinguins de Prateleira) com uma amiga, freqüentava uns dois ou três todo mês. Conheci alguns autores nos encontros, ia a lançamentos e fui fazendo grandes amizades que tenho queridas até hoje. O clube que tinha criado foi diminuindo, pois as pessoas não podiam num dia, outros não podiam noutro e isso foi complicando.


Em 2011 fui no meu primeiro Anime Party com direito a cosplay e fui vendo que não era a única louca no mundo. Ou seria a sã? Depois disso meu primeiro Dia do Fã, Bienal 2012 (não ia desde criança), Dia dos Vampiros. Em 2013 minha primeira Fantasticon. Nossa que sonho! Autores ali, pertinho de mim. Muitos já amigos, outros se tornaram amigos. Com isso, no final de 2013 eu resolvi criar o blog para poder falar sobre minhas aventuras literárias.

Cosplays, amigos e mais eventos me levaram a conhecer mais fãs de Tolkien no dia 3/1/2016, quando fui com uns amigos. Nesse dia, como descobri que acontece todo 3/1, a cada hora se faz um brinde ao professor, fazem leituras e tudo mais.

Em um dos primeiros eventos nerds que fui, descobri que as pessoas realmente escreviam e falavam em Quenya, a língua dos elfos de das. Pedi a um homem que estava fazendo marcadores de página que fizesse o meu. Quem diria que esse cara fosse meu Mithrandir, meu grande amigo Gandalf (Elfhelm). Achei o traço lindo e acabei por tatuar ele em 2016.

A nerd solitária não estava mais sozinha no mundo. Comecei a me aventurar na escrita e não paro mais (tirando momentos de falta de idéia...). Mesmo tendo os volumes novos das suas principais obras, caçar as antigas em sebos é uma aventura que eu não nego!

Hoje, Tolkien significa amizade, amor e esperança. Muitos amigos entraram em minha vida por causa de uma nerdice - que para mim no dia era uma doideira de fazer um brinde a ele. Hoje não me vejo sem esses grandes amigos que se reúnem por qualquer motivo e que são uma segunda família para mim. Tolkien hoje é o grande pai dessa família que eu tenho no coração. Cada vez que se lê um de seus livros ou se assiste uma adaptação de suas obras, se descobre um pedaço a mais, tanto na obra, quanto em você.

“Os Hobbits realmente são criaturas fascinantes. Pode-se aprender tudo sobre eles em um mês, mas, mesmo após cem anos, ainda podem surpreende-lo.”




Patricia Fimbrethil Ferreira

48 anos, pedagoga

Meu primeiro contato com Tolkien foi quando começaram a comentar que o Senhor dos Anéis ia virar filme. Eu não conhecia esse livro, e muita gente que eu gostava tinha lido e gostado, então resolvi ler. Minha mãe me deu o volume único de presente de aniversário e eu li correndo antes do filme. adorei muito, mas ficou por isso, li o SdA, depois o Hobbit e o Silmarillion. Era época do Orkut, e lá tinha a comunidade Senhor dos anéis, onde eu aprendi muito sobre Tolkien, reli o SdA, o silmarillion, o Hobbit, lias Cartas de Tolkien, uma biografia , os contos inacabados e alguns textos avulsos. Tolkien mudou minha vida, sim, porque eu não me achava nerd, mas é lógico que eu era, e por isso achava que tinha algum problema comigo. Mas aí eu me juntei à Toca SP e conheci uns nerds muito legais, gente muito mais simpática do que os não-nerds, e agora eu tenho um grupo grande de pessoas que são meus amigos, com interesses em comum. Bom, pra mim Tolkien é um dos melhores escritores do mundo, e eu o amo muto. Não sei dizer o que ele significa, mas eu tenho muitos livros dele, todos os filmes e morro de ciúmes:)


Alassië (Natalia)

24 anos, Agente de Atendimento

Primeiro contato com Tolkien:
Meu pai alugou os VHS para assistir comigo.

Mudou sua vida?
Quando tive contato com os filmes e livros, vi personagens que me inspiraram a lutar pelos meus ideais e sempre buscar ser uma pessoa melhor. As obras me fizeram conhecer pessoas que mudaram minha vida, pessoas que até então pareciam não existir. Pessoas amáveis, que me ajudaram nos momentos mais difíceis e sempre me deram conselhos que somavam e me faziam/fazem refletir. Eu conheci um novo mundo dentro desse mundo de Tolkien. Conheci o infinito dentro do finito. 

O que, hoje, significa Tolkien e suas obras para você
Eu acordo e vou dormir pensando nas obras, os diálogos me são como mantras. 
As obras me dão coragem e mantém o mal afastado, significam simples ações de bondade e amor. 




Cesar Elfhelm

44 anos, músico 

Conheci a obra de Tolkien no cinema "A Sociedade do Anel "
Tolkien mudou minha vida para uma maior abertura à literatura de fantasia sem preconceitos. Despertou meu interesse por História, Filosofia, Religiões, Geologia, Mitologia. Além disso, foi por causa de sua obra que descobri e fiz tantos amigos até hoje, 12 anos depois de tê -lo descoberto 
O que significa: a capacidade de poder sonhar e realizar. Tolkien despertou meu interesse por Línguas também!



Sarinha Tomoyo-chan

33 anos, Educadora

- Como foi seu primeiro contato com Tolkien?
Com o primeiro filme da Trilogia do Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel.

- O que, hoje, significa Tolkien e suas obras para você?
Em uma única palavra? Amizade. Tolkien ensina muitas coisas em suas obras, mas principalmente o valor da amizade. De uma amizade verdadeira e honesta. E foi graças a ele, como disse acima, que muitas pessoas maravilhosas entraram e fazem parte da minha vida até hoje. Tolkien é nosso Grande Professor... mas também um Santo Casamenteiro (foram muitos os casais que ele já formou e abençoou na Toca São Paulo hehe) e principalmente, nosso melhor amigo. ^^~


- Se mudou sua vida e como:
Mudou e muito! Sou cinéfila e ainda era uma adolescente quando estava pra sair A Sociedade do Anel. Escolhi passar o Ano Novo em SP, com uma amiga do colégio, justamente pra podermos ir assistir logo na abertura. Depois disso fiquei super empolgada em conhecer mais sobre esse mundo incrível que é a Terra Média. Em um Dia do Fã (um evento nerd bem legal) daquele mesmo ano, conheci o pessoal da Toca São Paulo, uma das várias Tocas do Conselho Branco, fã clube de Tolkien. Com eles descobri mais um de meus nomes, Gythien, e já participei de muitos encontros e eventos com o pessoal da Toca SP, li vários livros e descobri meus favoritos, como O Hobbit e O Mestre Gil de Ham. Hoje posso dizer que são muitos anos juntos e é graças a Tolkien que hoje sei ter amigos pra vida toda.




Sheilla Vairë 

50, administradora e futura enfermeira. 

Comecei a ler Tolkien em 1989, com O Senhor dos Anéis. Não conseguia ler nada. Até que em 2001  conheci o Conselho Branco através do namorado, hoje  marido João Mandos.  Que me fez trocar o nick de Laurelin pra Vairë. 

Comecei a ler O Hobbit e depois antes de cada filme consegui terminar o Senhor dos Anéis.
A importância pra minha vida é que me trouxe mitos fantásticos, ajudei a escrever um livro o Senhoras dos Anéis com a turma da Toca SP.

Firmou o relacionamento com o marido e trouxe experiências de vida.

Muitas boas e algumas ruins.

Trouxe alegria, amor  pela fantasia.  E diversão com fantasias, cosplays e tudo mais.



João E. S. Uberti

36 anos, professor de inglês

Quando eu ouvi falar de Tolkien a primeira vez eu já jogava Dungeons & Dragons, então conheci como sendo "o autor que inspirou a criação do rpg".  A primeira coisa que eu li foi o volume 1 da edição da Artenova, uma edição com vários aspectos complicados. Como cada um dos três livros é dividido em outros dois, por um ano ou mais eu não consegui uma continuação e a história ficou em suspenso pra mim com o Frodo desmaiando no vau do rio. Quando eu consegui todos os livros, foi um conjunto de pockets em inglês, com o Silmarillion, o Hobbit, o Senhor dos Anéis e outros livros de Tolkien que na época eu nunca tinha ouvido falar como o Tree and Leaf e o The Adventures of Tom Bombadil. Nem o Silmarillion tinha sido publicado no Brasil ainda. Mas eu resolvi encará-los em ordem cronológica, abri o Silmarillion e foi amor a primeira vista. 

Conhecer a obra de Tolkien foi um momento definidor na minha vida. Foi a minha porta de entrada para a literatura de fantasia em língua inglesa, que se tornou fundamental no meu caminho como escritor e obviamente como professor de inglês. Passados alguns anos do meu contato inicial com Tolkien, vieram as primeiras notícias sobre a adaptação dos filmes. Nessa época começavam a ganhar muita força no Brasil as listas de discussão via internet, ancestrais dos grupos de whatsapp modernos, mas que funcionavam via email e que podiam ser achadas através de uma pesquisa por tema. Eu entrei entrei para vários grupos ligados ao estudo da obra de Tolkien. Nós conversávamos sobre a obra via internet e, aos fins de semana nos encontrávamos para jogar rpg, contar histórias, fazer piqueniques e até doar sangue. Fiz literalmente dezenas de amigos que me acompanham até hoje. 

Tolkien ainda hoje é um dos pilares da minha construção da literatura fantástica. Ele é uma espécie de mentor, pelo cuidado que tinha com sua obra, o grau de dedicação. Não importa o tipo de escrita da pessoa, se amadora, profissional, de ficção ou acadêmica, esse grau de precisão e dedicação dele é um exemplo. Tenho uma boa coleção de livros dele ou sobre a obra, uma prateleira inteira na minha biblioteca é dedicada apenas a ele.




Helena Bochiski

51, redatora web

Conheci Tolkien em 2001 com o lançamento do primeiro filme.

Na época eu conheci um fã da obra que fazia parte da Toca SP e estávamos em começo de namoro.

Quando o primeiro filme foi lançado eu ainda não tinha lido o SDA inteiro, e fui assistir o filme mesmo assim.

Li o SDA em tempo recorde, mas me apaixonei pelo Silmarillion que é, para mim, infinitamente melhor que o SDA.





Pedro

23, astrofísico. 

Comecei a ler Tolkien com 8 anos, com O Senhor dos Anéis. Além de me fascinar pela história, me apaixonei pela seção de apêndices, que passei meses lendo e estudando. Tenho até hoje cadernos meus de escola dessa época em que tenho rabiscos de runas que aprendi com os livros. Isso me fez adquirir o gosto por complexidade e profundidade, coisa que me é essencial na vida como cientista. Estudar e ler Tolkien se tornou um prazer muito imenso, além de eu já ter dado diversos cursos de Quenya, uma das coisas que mais me fascina na obra como um todo. Atreves de Tolkien também conheci minha esposa, então acho que fica clara a importância da obra para mim!



Débora Valië

30 anos, tradutora

Débora Valië respondeu no site www.quora.com “Qual livro ou filme mudou sua vida para sempre?”

Qualquer um.
Qualquer livro/filme pode mudar sua vida. Só depende de como você enxerga sua vida, como você enxerga o livro/filme e o que você decide fazer com o que você acabou de ler/assistir. Estou quase citando Gandalf aqui e você verá o motivo. O livro/filme que mudou minha vida foi Senhor dos Anéis, mas provavelmente não do modo que você está pensando. Eu não vejo “mudar sua vida” como tornar você uma pessoa melhor, mais bondosa, rica e de sucesso... Algumas coisas apenas moldam sua vida de um jeito que você não saberia se não houvesse experimentado.

Então, Senhor dos Anéis para mim. Ou eu deveria dizer “O mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder’s, já que foi através dele que eu cheguei a Tolkien ( e este colocou novos jeitos de ver o mundo dentro da minha cabeça adolescente), mas eu divago... Eu tinha 14 anos e descobri Senhor dos Anéis. Eu era uma tímida ratinha de biblioteca que sempre teve poucos amigos e tinha medo de falar em público até mesmo para responder perguntas de professores. Eu fiquei aterrorizada com o tamanho do livro e com o fato das pessoas dizerem que era entediante, mas eu também era curiosa e comecei a ler. Os filmes, como descobri depois de ler, sairiam meses depois.

Então ler a mensagem de SdA mudou o jeito que eu via a vida, amizade, bem e mal? Não, não sozinho. Ele me tocou profundamente. Eu comecei a citá-lo e a pensar muito sobre isso, mas não mudou o que eu já acreditava e quem eu já era. Então por que eu menciono isso? Bem, alguns rapazes da minha escola me viram ler e isso ajudou a iniciar conversas. Eu desenvolvi uma boa amizade com dois garotos falando sobre livros, garotos que depois eu diria oi ao passar por eles e pessoas me olhavam estranhamente, pois eles eram os atletas bonitos e populares e eu ainda era a nerd. Fora isso, eu comecei a pesquisar Tolkien e descobri uma banda que tinha um álbum inteiro sobre a Terra Média (Blind Guardian), e isso moldou meu gosto musical para o resto da vida. Ao invés de ouvir o que meus amigos ouviam (a maior parte pop-rock ou o que estava passando no rádio), eu comecei a ouvir metal e fazer amizade com pessoas com gostos similares. Meu marido e eu somos conhecidos por irmos a shows juntos e eu pulava e gritava mais que ele. Lembra que eu disse que eu era uma garota de 14 anos muito tímida?

Enquanto eu estava pesquisando, eu descobri que os filmes estavam saindo e fiquei muito animada! Então ficava de olho nas notícias e então descobri grupos de discussão online e comecei a participar deles. E então eu descobri um novo nome, novos amigos, algo perto de uma família, e uma nova “eu” começava do zero. No começo eu era tímida até ali, via e-mail. Eu apenas lia e assistia, nunca perguntava, respondia ou comentava nada. Quando havia encontros pessoalmente eu levava alguém comigo, minha mãe, meu namorado da época (meus amigos brincam que eles os assustavam, pois ele era um idiota e não bom o bastante para mim se não aguentasse estar com eles), ou um amigo, então eu não ia sozinha. E você sabe, isso é chato. Eu sempre ficava com quem quer que eu tivesse levado e não me misturava, não participava completamente, ficava tímida de falar com eles. Em algum momento eu comecei a ir sozinha. Olha, eu agora tinha 15 anos e minha mãe ficou cansada de dirigir 30km em finais de semana alternados para lá (e depois de volta) e de repente eu estava autorizada a pegar trem e metrô sozinha. Essas pessoas me acolheram e me fizeram sentir como se tudo o que eu tinha que dizer valesse a pena ouvir, e do nada eu não tinha medo de ler em voz alta ou fazer perguntas ou dar minha opinião sobre algo, mesmo se eles soubessem do assunto muito mais que eu. Eu aprendi tanto sobre Tolkien e seu universo com eles, e sobre amizade e sobre não ser tímida.

Anos indo e vindo e eu comecei a fazer parte da organização do grupo, ajudando a agendar reuniões, preparar atividades, ter ideias sobre o que fazer... Eu mesma encontrei-me na escola preparando uma petição para levar para a diretoria para que minha sala fosse à Feira Cultural vestidos como personagens do filme e não em uniformes (super tímida aos 14 se tornou uma adolescente que aos 17 escrevia e conseguia assinaturas para a petição que levou sozinha à diretora e a convenceu a dizer sim).

Mais alguns anos fizeram com que aquela garota ascendesse na organização nacional do grupo e preparasse um banquete Hobbit para 60 pessoas em fantasias e grandes eventos nacionais para mais de 300 pessoas, falando em teatros de outros eventos cheios de pessoas, contando histórias, indo ao cinema vestida de Hobbit ou vestidos élficos e andando nas ruas assim sem nenhum momento de timidez...

Aos 18 com a oportunidade de estudar Inglês no exterior, eu escolhi a Nova Zelândia ao invés dos Estados Unidos ou Inglaterra, onde aprendi mais como fazer amigos sem ninguém com quem contar para ajudar, aprendi a me policiar para chegar em casa na hora e a não perder noção do horário com meus amigos e perder o último ônibus, como acordar sozinha de manhã para pegar o ônibus escolar na hora, encontrar lugares bons e baratos para almoçar, o que fazer quando perdia o ônibus do passeio e me desesperava, como cuidar de mim mesma e marcar minhas próprias viagens, andar de ônibus, ir ao aeroporto, pegar táxi, pedir ajuda para pegar um táxi depois de chegar tarde em uma cidade, não ser tímida dormindo em albergues com mais quatro garotas no mesmo quarto (uma vez um cara, eles cometeram um erro na reserva), onde eu fiz muitos amigos do mundo inteiro e onde eu finalmente acendi a paixão da minha mãe para viajar pelo mundo e me deixado agora ter visitado mais de 100 cidades em 16 países.


E aos 25 encarar meu chefe em um trabalho estava por cerca de 6 ou 7 meses para que eu pudesse tirar umas férias de 20 dias (normalmente você tem que esperar 12 meses para obter suas primeiras férias) para ir à Inglaterra participar da convenção da Tolkien Society’s “O Retorno do Rei” e me dar a oportunidade de conhecer muitas pessoas novas, fazer novos amigos com uma senhora em Birminghan que eu agora considero minha mãe Britânica por tudo que ela me ajudou lá, ver o túmulo de Tolkien e agradece-lo por tudo, ver onde ele vivia, onde ele trabalhava, onde ele ia beber... (E eu tenho que dizer que eu suspeito que minhas férias levou a empresa a estabelecer uns 20 dias de férias anuais para todos os seus empregados não registrados, então eles devem me agradecer por isso).

Como uma adolescente eu sempre tive inveja dos meus amigos que tinham amigos for a da escola, amigos de vizinhança, amigos de férias, e agora eu tenho amigos no mundo inteiro, amigos da minha idade, mais novos, mais velhos, amigos que tem a idade dos meus pais ou mais. Eu tive três namorados desse grupo de fãs de Tolkien por falarmos a mesma língua...

Em 24 de Julho de 2017, me casei com o 3º namorado, em uma festa que envolveu elementos de todos os universos fantásticos pelos quais viajamos juntos. Tolkien estava representado nas Duas Árvores de Valinor, que se ergueram sobre nós durante a cerimônia, nos banhando com suas luzes dourada e prateada, em símbolos espalhados pela festa, e livros usados na decoração.

Então, qual livro/filme mudou minha vida? Não, eu não diria isso. Eu não sei como minha vida teria sido sem ele, então ele não mudou. Mas me colocou num caminho diferente do que o que eu acho que estaria sem ele. Me colocou num caminho de conhecer pessoas que realmente me mudaram e realmente moldaram minha vida como ela é agora. E é aí que eu volto a citar Gandalf. Não é o livro/filme que irá mudar sua vida. É como você reage a ele e o que você faz com a história que irá.

“Tudo que nós temos que decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.”




sábado, 30 de dezembro de 2017

4 ANOS


Agradeço a todos os leitores amigos por esses quatro anos de Corujice Literária. Muitos livros, eventos, autores, carinho por todos!

Obrigada de coração!

Para comemorar, algumas aquisições e presentes que voltaram para casa comigo desta comemoração:


Beren and Lúthiën - Tolkien 
     Ainda aguardando a versão em português mas enquanto isso vamos lendo a original...

Uma bolota molenga e feliz - Sarah Andersen 
     Continuação do trabalho de "Ninguém vira adulto de verdade".

Labirinto - A magia do tempo
     Um dos primeiros filmes que lembro de ter visto e maior paixão da minha vida!


Agradeço a todos por esse dia e pelos anos juntos. Muitos mais por vir!



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A Caderneta Vermelha – Antoine Laurain



A Caderneta Vermelha – Antoine Laurain



          Neste romance encantador, as charmosas ruas de Paris são palco de duas vidas unidas pelo acaso – e por uma caderneta perdida. Caminhando pelas ruas de Paris em uma manhã tranquila, o livreiro Laurent Letellier encontra uma bolsa feminina abandonada. Não há nada em seu interior que indique a quem ela pertence – nenhum documento, endereço, celular ou informações de contato. A bolsa contém, no entanto, uma série de outros objetos. Entre eles, uma curiosa caderneta vermelha repleta de anotações, ideias e pensamentos que revelam a Laurent uma pessoa que ele certamente adoraria conhecer. Decidido a encontrar a dona da bolsa, mas tendo à sua disposição pouquíssimas pistas que possam ajudá-lo, Laurent se vê diante de um dilema: como encontrar uma mulher, cujo nome ele desconhece, em uma cidade de milhões de habitantes?

Editora Alfaguarda
2016


“Por reflexo, ela se agarrou à bolsa, o homem puxou e, encontrando resistência, pousou a palma da mão sobre o rosto dela e empurrou a cabeça contra o metal da porta... O homem sorriu, a alça desenhou um círculo no ar e ele fugiu.”


Uma bolsa abandonada chamou a atenção de Laurent Letellier durante seu café antes do trabalho. Com a instrução que todo homem tem de “nunca se mexe na bolsa de uma mulher, apenas com sua permissão e ainda assim com cuidado”, Laurent resolve devolver a bolsa à sua dona. Só tem o pequeno problema de não ter uma carteira, celular, documento, indicação de nome no seu interior. Apenas uma lista de itens que vão se ligando ao mistério: um batom vermelho, puxado para o coral, uma caderneta vermelha com listas e anotações, caneta, chaveiro, pedras, ticket de lavanderia e por aí vai.

O livro simplesmente me agarrou. Foi indicado por um funcionário da Livraria Cultura tem pouco tempo e adorei! Gostei do fato do livro não se passar no Brasil, Estados Unidos ou alguma terra fantástica/futurística como estou acostumada a ler, e sim Paris. Como particularmente eu fujo de certos temas (livros mais históricos e guerras) acabo me limitando ao “novo continente” e poucas vezes leio algo que trate do continente Europeu, por exemplo. Se tratando de um romance em uma época que eu estava precisando ler algo gostoso e leve.

Laurent vai em busca da misteriosa dona da bolsa lilás. Mulheres são apegadas às suas bolsas e mesmo tendo carteiras e celulares roubados, sempre temos algumas coisas conosco que não gostaríamos de perder em um assalto. O romance que se passa entre ele e a sua busca, juntando cada peça do quebra-cabeças é inteligente e cativante pela inocência do pseudo-investigador.


Se tem algo que deixou a desejar no livro para mim foi o modo que o autor escolheu para fazer os diálogos, colocando-os no meio dos parágrafos como frases normais. Acho que isso foi algo que me pegou um pouco no começo. Onde começava o diálogo, quem estava falando, onde terminava e voltava o texto. Depois que me acostumei com isso, o livro correu tranquilo. Um exemplo segue abaixo:


“Pousou o olhar em Laurent e este mostrou a bolsa lilás. Vim trazer uma bolsa que acabei de achar na rua. Um belo ato de cidadania, disse outro. Pronunciou essa frase com uma voz viril.”

O livro é uma leitura muito boa. Recomendo a todos!


~ Marcia 


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Ressaca Friends 2017 - domingo





Domingo foi o segundo dia de Ressaca Friends, mas desta vez uma Tardis e a versão esfarrapada do 11º Doctor Who (no episódio de estréia de Matt Smith) aterrissaram no Anhembi.



                Hoje foi dia de História do Mangá, Artist's Alley e autógrafo!

Palestras

 
                            

                               - Dublagem com Wendel Bezerra




                                               Mestre de milhares de vozes conhecidas como Bob Esponja, Goku (Dragon Ball), Edward Cullen (Crepúsculo), Samwise Gamgee (Senhor dos Anéis), Leonardo (Tartarugas Ninjas), Buddy Valastro (Cake Boss), Jackie Chan (Aventuras de Jackie Chan), além de Edward Norton, Brendan Fraser e Leonardo DiCaprio etc etc etc... 


                                               Wendel fundou um curso de dublagem, a Universidade de Dublagem, além de um estúdio, a Unidub.


Queríamos muito entrar na palestra mas tivemos alguns problemas... no final do texto explicamos, mas tem foto provando que estava entupido de gente!




Mesmo não conseguindo assistir e passar para vocês a palestra do Wendel Bezerra, podemos dizer que ele é um fofo, atencioso e simpático. E que temos a credencial do evento autografada!!!



                
                              - Bate papo com as editoras JBC, Panini e NewPOP.




                                        JBC: responsável por tazer a cultura japonesa ao Brasil e nos apresentar para os japoneses. Com títulos como: Sakura Card Captors (*.*) e Samurai X. Mais de 100 títulos publicados, entre os quais Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco, Akira e The Ghost in the Shell.

                                           Panini: com o selo Planet Mangá é referência na publicação de mangás no Brasil, com destaque para Turma da Mônica Jovem e outros, tais como Naruto, Dragon Ball, One Piece.
                                             NewPOP: fundada em 2007, seu catálogo variado fez com que se 
tornasse popular entre os leitores. A diversidade de estilos chega até aos eróticos. Mas entre os principais títulos estão Madoka Mágica, Don Drácula, Loveless, Street Fighter e outros.

                                             Devir: conhecida no mercado por HQs, RPGs e games, a Devir também está na área dos Mangás. 

                              Para 2018, as editoras estão trazendo:


As aprovações demoram, mas Akira vol 2 talvez em Março. Além de MANGÁS EM E-BOOK!






HISTÓRIA ILUSTRADA DO MANGÁ

A exposição foi interessante por contar com títulos variados desde Pokémon a Akira e GeGeGe no Kitarô. Fiquei curiosa com alguns títulos que não conhecia como Uzumaki. Sempre aprendendo. As fotos e descrições das mesmas estão no link no final do post ;)

Show do grupo High Hill




                                 O que dizer dessas mina (sim, são AS mina!) que conheci só pelo evento e já curto? Confesso que não é meu estilo musical favorito, um pop/funk/algo do tipo. Mas a letra me cativou e conseguiu chamar minha atenção. Mari, Rayssa, Lolla, Aya, Demetria e Egla têm letras que falam da realidade atual e vivida por elas. Um exemplo ótimo é “Não sou obrigada” , com um pedaço da letra abaixo. Sim, a Totoro/TARDIS aqui é feminista e amou a letra, TÁ?!?


"Aprende a ter noção
A não passar da linha
Volta aqui quando aprender
#RespeitaAsMina”


Meninas se preparando para o show!

                   Finalizamos nossa participação no Ressaca Friends com show da banda Snowkel.





E com isso deixamos vocês na vontade de irem na próxima edição. Ficam aqui as fotos para dar água na boca! Se acharem alguma foto sua ou de um amigo podem marcar!



Mas, porém, todavia, contudo o evento tem algumas coisas para melhorar...


            - Algumas palestras foram comprometidas no som pelo palco que estava muito próximo, além de ter o som um tanto estourado na tentativa de competir com o barulho externo. Colocar o palco de um lado do evento e um auditório (maior) do outro seria muito melhor;


        - Foi dito ao pessoal de imprensa que teríamos “Prioridade nos painéis”, porém em painéis mais concorridos  (por exemplo do dublador Wendel Bezerra), os membros da imprensa pegaram fila e como nós, muitos não conseguiram entrar para fazer a cobertura e trazer as vocês o que gostaríamos. Chegaram a perguntar para mim se iríamos trabalhar mesmo ou só assistir, o que foi um absurdo, pois creio eu que a maioria do pessoal de imprensa estava lá para divulgar o evento, não pelos outros benefícios. Pedi para um dos funcionários da empresa que estava organizando para tirar uma foto e mostrar para vocês como estava cheio lá dentro (aquela acima). Isso aconteceu somente no domingo, no sábado o evento correu tudo muito bem para o pessoal da imprensa.


Fora isso, creio que seria interessante haver uma antesala para os membros da imprensa poderem fazer as fotos e algumas perguntas enquanto o pessoal que vai assistir à palestra se acomoda. Poderia durar de dez a quinze minutos e já ajudaria muito aos jornalistas. 

A Maru Division está de parabéns com o Ressaca Friends.

             

            Parabéns aos coleguineos de imprensa. Todos se ajudando, rindo e se divertindo na sala de imprensa juntos. O que rola dentro da sala de imprensa? O que eles ficam fazendo além de bater papo, rir, gravar vídeos, fotos e se ajudarem (além de abraçar a geladeira)? Para terem uma ideia, fizemos amizade com os seguintes canais (mimimi propaganda de graça sim!)



 

















 

Ahh e o canal INU fez um vídeo com muito humor sobre o evento. Corre lá! (cuidado aos mimizentos)  





Até o ano que vem! 

Marcia e Renato