terça-feira, 15 de setembro de 2020

QUADRINISTA: RILCIRLEY BRASIL


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Não sei extamente em que idade, mas desde criança eu adorava os gibis da Turma da Mônica. Entao comecei a juntar dinheiro e comprar.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Provavelmente algum da turma da monica. Também tinha os da Disney e dos trapalhões.


3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
O suficiente pra me manter são nesse mundo(hehe) . Também me influenciaram a começar a ler livros e desenvolver meu próprio senso crítico.

4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Sempre preferí os de humor. Depois comecei a acompanhar os de super Heróis. Nessa fase de hoje em dia, eu procuro outras hq's alternativas , algo mais com pé na realidade.


5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Bem dificil, mas eu posso citar três. As coletânias de tirinhas do Angelí, sempre com um humor crítico a sociedade da época que serve bem a hoje em dia. Turma da Mônica - Laços. Quadrinho dos irmãos Caffagi feito com muito amor. E um do Homem Aranha que amo demais, saiu no Brasil como Homem- Aranha anual Renascimento de Duende Verde. Um quadrinho muito psicológico onde o Aranha enfrenta o duende verde e o vilão Ratus.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Até hoje não fiz curso nenhum. Mas gostaria de fazer pra desenvolver mais tecnicas. Comecei desde criança graças ao meu irmão mais velho que já desenhava muito bem.


7.  Como surgiu seu personagem?
Eu tenho alguns personagens, mas de um ano pra cá eu me foquei em um só. O Palhaço ANeurisma. Surgiu de uma música que ouvi num bar do Bruno e Marrone. Uma parte que diz "Palhaço que não sorrir". Entao criei um palhaço que nao sorrir.


8.  Onde busca inspiração para criar?
Nossa vida , a vida de cada um de nós é uma tremenda inspiração. Crio tirinhas não só a partir do que acontece comigo, mas também do que vejo por aí.

9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Mania de esquecer os diálogos. Ha, ha, ha. Mas eu sempre paro, respiro e escrevo pra não esquecer. E ouvir música ou podCast é crucial pra se criar.


10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Como hoje em dia eu faço tirinhas pro instagram, minha maior dificuldade é fazer um quadrinho em que o leitor entenda, compreenda e se divirta. Procuro deixar o desenho e os diálogos o mais enxuto possível, pra não criar muita poluição visual pro leitor, pois nas redes sociais as pessoas passam rápido demais pelos feeds. As vezes é tanta ideia que tenho na cabeça que penso se é possivel transmitir essa ideia pelo instagram em 3, 4 ou 5 quadrinhos.

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?Normalmente eu nao procuro fazer sobre sexo explícito ou gratuito. Se for pra educar eu preciso saber bem do que estou escrevendo. Algo que insulte as minorias é algo que eu não faço também.





12. O que vem por aí?
Espero que encontrem a vacina pra essa doença logo para que ano que vem eu possa participar de muitos eventos e poder levar meus quadrinhos por aí. Por enquanto quero continuar popularizando o meu Palhaço Aneurisma.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

QUADRINISTA: GISELLA PIZZATTO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Sempre gostei. Desde o inicio da alfabetização meu pai comprava Disney pra nós.sempre esteve presente na minha vida.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Acho que apaixonante mesmo foi Holy Avenger, da Awano sensei  e do Cassaro. Primeiro quadrinho que me fez chorar. E os Livros da Magia, do Neil Gaiman. Estes foram marcantes.



3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Os quadrinhos são parte da minha vida e uma parte do que sou e do que eu faço. Não sei se tiveram influência direta sobre minha "vida", mas acho que toda boa literatura é capaz de nos transformar e nos levar a reflexões sobre uma série de coisas. Os quadrinhos se encaixam aí. Quando são bons, são como boa literatura, amigos que nos levam a mundos diferentes, olhares diferentes e à uma reflexão do nosso próprio universo pessoal.



4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Prefiro mangá, qualquer gênero, desde que bem feito e bem escrito. Mas também leio outros tipos, não me apego muito a gêneros. Quero ler coisa boa, bem feita, bacana.



5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Pergunta difícil. São muitos. Mas os que encabeçam a lista dos top 5 estão Full Metal Alchemist e XXXHolic, devido à temática por trás da história principal: o conceito de que para conseguir algo é preciso sempre ceder algo de equivalente valor.



6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Comecei a estudar desenho com 11 anos e não parei mais. Fiz um curso por 10 anos que envolveu desenho clássico e ilustração além de estudos de várias técnicas. Depois disso, continuo a estudar mangá, aquarela e desenho clássico, fazendo cursos eventuais e exercitando bastante. O estudo precisa ser diário.

7.  Como surgiu seu personagem?
Cada um surgiu de um jeito. Alguns surgiram para encaixar em uma história pronta, outros se desenvolveram primeiro e depois a historia em torno dele foi sendo criada. Como as pessoas, cada personagem tem uma historia diferente.



8.  Onde busca inspiração para criar?
Sou formada em História, e dela tiro muita coisa. Normalmente gosto de misturar também com fantasia e literatura. Mas tudo é inspiração para uma boa história. Basta saber contar direitinho.

9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Mania acho que não... Mas gosto de ouvir música enquanto trabalho, ou gente falando sobre literatura.



10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Não tenho muito isso... As vezes, quando o roteiro não é meu, sinto dificuldades na hora de acertar um estilo. Mas vou persistindo até que sai como eu quero.

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Não faço nada com conotação muito sexual ou explicitamente sexual, e acho que não faria nada que fosse contra minhas crenças e valores. Já recusei trabalhos assim. Não acho que tudo é "trabalho". Alguns podem até discordar. Sim, é verdade que o que fazemos é entretenimento. Mas também temos de ter responsabilidade sobre o que passamos através deste entretenimento. Já recusei também trabalhos que queriam surfar na onda do "politicamente correto" só para terem visibilidade ou ganharem apoio financeiro do governo e de outras entidades. Não concordo com esse tipo de postura. Acredito que devemos fazer um trabalho em que acreditamos naquilo e não porque "vai vender".



12. O que vem por aí?
Vixe, tanta coisa!

No momento estou ativamente trabalhando em 3 projetos como desenhista:

Saint Seiya Episódio Oculto: um projeto para fazer Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. Minha parte é a história do cavaleiro de Peixes, Afrodite. O primeiro capítulo já saiu e estou produzindo o segundo.

Divine Sparkles: uma produção para a plataforma americana Webtoon. É uma aventura de fantasia que será lançada em 2021. O prólogo deve sair ainda este ano.



O Caso da Possessão de Madalena Shoefield : um one shot curto em parceria com o escritor Raphael Albuquerque. É uma historia que mescla terror e suspense, bem fora do que eu costumo fazer, mas está sendo bem desafiador e bacana de fazer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

QUADRINISTA: EDUARDO ONO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Desde pequeno não lembro exatamente a idade. Costumava comprar revistas na banca de jornal.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Provavelmente a Turma da Mônica, algo bem comum às crianças brasileiras até os dias de hoje e depois com os heróis da Marvel e da DC.


3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Serviram de inspiração e motivação para desenhar, pois folheando as páginas, dava vontade de criar personagens também.


4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Hoje em dia não tenho preferência, mas algum com uma boa história. 

5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Akira de Katsuhiro Otomo. Estava acostumado com as histórias da Marvel e DC em uma época com poucos mangás no Brasil. Tinha uma estética e narrativa completamente diferentes.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Comecei de forma espontânea copiando os desenhos das histórias em quadrinhos e recentemente fiz um curso.

7.  Como surgiu seu personagem?
Minhas personagens fazem parte da minha vida, pois são as minhas filhas. 

8.  Onde busca inspiração para criar?
A inspiração vem das histórias que vivi com elas e que gostaria de compartilhar de uma forma lúdica.  


9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Tenho várias histórias não finalizadas, pois quando a ideia aparece preciso desenhar para que ela não se perca. Depois o desafio é finalizá-las.  

10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Tento não fazer da história uma piada interna, algo que só as pessoas próximas conseguiriam entender. Além disso, o desafio de uma tira é a capacidade de sintetizar uma história em poucos quadros.  

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Como as tirinhas giram em torno do cotidiano das minhas filhas, os temas abordados precisam ter relação com o universo delas. 

12. O que vem por aí?
Trabalhar pelo crescimento do perfil e avançar em outros formatos e mídias.



quinta-feira, 27 de agosto de 2020

QUADRINISTA: JUNIOR CORTIZO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Como toda criança que é apresentada aos gibis logo pequena me lembro da minha irmã usando os quadrinhos para me iniciar na alfabetização. Como ela e meus outros irmãos também liam me era natural ter quadrinhos sempre por perto. Daí foi um pulo até eu começar a tentar reproduzir desenhos do Mickey ou Cebolinha.


2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
O primeiro talvez seja bem difícil mas me lembro de uma edição do Homem Aranha onde aparecia o personagem Nova que me atraiu tanto que o desenhava sempre. Acho que foi esse o primeiro degrau.

3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Os quadrinhos me acenderam o interesse por narrativas que íam do humor até materiais mais sérios entendendo que essa mídia nunca foi apenas para o público infantil. Obras como O Cavaleiro das Trevas ou Maus me fizeram ter a certeza de que os quadrinhos eram um meio universal de se contar histórias e que isso criaria em mim uma vontade de também contar as minhas próprias. Comecei na adolescência a desenvolver, criar e desenhar meus gibis.


4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Eu sou bastante eclético e gosto da mídia em si assim como gosto de livros e filmes portanto não tenho um tema preferido mas puxo um pouco para ação e horror. Mas acho que depende do clima.

5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Caramba, que difícil escolher um! Mas vou escolher a história que me fez entrar de vez no mundo dos quadrinhos como colecionador: Dias de um Futuro Esquecido. Nunca imaginaria, até aquela época, que super heróis pudessem morrer e aquele roteiro do Chris Claremont com a arte do John Byrne foram marcantes para mim!

6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Como toda criança já rabiscava paredes e sofás de casa sempre que tivesse canetas nas mãos! Mas comecei a pensar mais seriamente nisso na adolescência, incentivado por outros amigos que também nutriam esses gostos em comum isso lá pelos anos 80/90 então, diferente de hoje , não haviam cursos disponíveis nem dinheiro para se investir em algum. Mas me lembro de um livrinho de um amigo com poucas páginas e era sobre anatomia, coisa bem básica, mas o suficiente para eu treinar proporção e anatomia humanas.


7.  Como surgiu seu personagem?
São personagens mais velhos que muitos leitores...bom, a Tribo começou bem diferente e naquele momento já citado, quando tinha uns 14/15 anos. No começo eram inspirados em mim e amigos mas depois foram se transformando, criando identidade própria até se tornarem a Tribo que é hoje. Eu e meus amigos e cocriadores Dimas Moreira e Bert Ribeiro usamos experiência, gostos pessoais e muita influência pop para moldarmos o que você leu nos nossos quadrinhos. Nesse momento ainda não era tão viável produzir e imprimir quadrinhos autorais portanto não pude publicar nada deles.
Com o tempo, a gente foi ficando com cada vez menos espaço para nos dedicarmos a eles até ficarem guardados em uma gaveta esperando o momento de retornarem definitivamente e isso chegou em 2014 e desde então venho produzindo materiais inéditos.
Se somarmos esse período embrionário esses personagens tem mais de 30 anos...

8.  Onde busca inspiração para criar?
Inspiração acontece a qualquer momento mas a gente não pode ficar esperando por ela não, hehehe. Mas é muito comum eu ficar deitado na cama e ficar acordado pensando em ideias para aventuras novas baseadas em informações que tive lendo, assistindo alguma coisa ou à partir de conversas.


 9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Gosto de ouvir músicas ou podcasts enquanto trabalho. Até ver TV me ajuda. 

10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Olha, a gente sempre procura criar algo com certa originalidade mas sabemos que isso é difícil então tento pensar em coisas que gostaria de ver numa hq e sou bem crítico com a minha arte que considero bem mediana mas ciente disso procuro melhorar sempre. Mas isso é parte do processo, o que realmente dificulta é não ter isso com fonte de rendo portanto não consigo me dedicar o quanto gostaria. É difícil amar tanto algo e não poder viver 100% disso por isso quando estou trabalhando em meus materiais coloco tudo de mim neles.


11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Acho que não, os temas estão aí para serem trabalhados claro, desde que com respeito em certos assuntos mais polêmicos. Hoje temos um certo pragmatismo político, pessoas que defendem políticos com tanto afinco que vem atrapalhando a visão de como essas pessoas devem se vistas. Nas hqs da Tribo, sempre há um político envolvido em algo ilegal, criminoso. Não que todos sejam assim mas são esses os que se destacam infelizmente. Dependendo de como se lê pode se passar a ideia de que estou defendendo isso ou aquilo mas só quero mostrar que tem muita gente “privilegiada” que pode ser pior que qualquer monstro. O tema que eu achar interessante eu uso mas descartaria erotismo, por exemplo.


12. O que vem por aí?
Estou finalizando a terceira edição da Tribo que tive um atraso por conta da minha criação mais recente: minha filha!
Também estou com planos de otimizar a produção já que além de escrever também desenho, coloco as cores, texto e edito além de imprimir e vender, isso leva um tempão. Mas cada segundo investido me deixa muito feliz pois se dedicar ao que gosta, mesmo por pouco tempo, ajuda muito e a recompensa de ver um trabalho pronto é gratificante demais!

terça-feira, 25 de agosto de 2020

QUADRINISTA: MITSUO


@MITSUO

1.Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Acho que assim como muitos, sempre tive uma influência enorme nos gibis da Turma da Mônica, que por sinal foi uma das primeiras leituras que tive na escola como atividade livre na 3ªSérie, o que me proporcionou uma abertura gigantesca de emoções! E foi a partir deles que passei a gostar bastante de histórias em quadrinhos, sempre buscando mais e mais do universo e por fim acabando sendo um hobby que fixou em mim.


2.Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Lembro com certeza! Foi uma das ediçõesbem antigas que consegui: “As Aventuras de Tintim: A Estrela Misteriosa”, ele não só trazia a emoção nas partes de ação, mas também como tensão ao decorrer da história, e eu realmente adoro quando um quadrinho faz isso, não apenas nos proporcionar uma leitura qualquer, mas sim uma imersão ao universo ao qual estava lendo e Tintim faz isso com maestria!


3.Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Acho que não sei bem como colocar uma resposta em palavras para esta pergunta, mas diria que foi MUITO! Os quadrinhos me trouxeram algo que sempre tentei esconder, por insegurança, de tentar mostrar minhas ideias num quadrinho próprio, um pouco de mim ou até mesmo num universo fictício, tanto que foi por causa deles que passei a me expressar melhor, entender os sentimentos, e entender o nosso vasto mundo.

4.Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Conforme o tempo foi passando, mudei meus gostos, assim como todas as pessoas, mas acho que leitura com o tema mais comediante, romântico, leve, sobre ficção cientificae que buscam desenvolver os sentimentos dos personagens de forma subjetiva nunca me escaparam, cujos temas me acompanham até hoje.


5.Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Essa questão é muito difícil de responder, mas acho que colocaria o mangá “Wotaku ni Koi wa Muzukashii” da autora Fujita ou mais conhecido por aqui no Brasil como “Wotakoi”; Porque ele não só abrange uma simples história de romance, mas como ela consegue explorar a relação dos casais, e como nossos sentimentos, gostos e costumes podem influenciar uns aos outros tudo isso em pequenos pedaços, seja em conjunto ou individualmente, trazendo uma forma cativante em como o amor pode ser diferente pra todos nós, isso tudo, trazendo um desenvolvimento enorme para cada personagem, com um toque de humor e realista do nosso cotidiano, o que me agrada muito.


6.Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Acho que quando comecei a desenhar estava na 5ªSérie, nessa época estava assistindo bastante Pokémon, o que me incentivou muito a desenha-los, tanto que fiz uma historia em quadrinhos sobre minha própria aventura com meu amigão Kevin, e quem sabe não possa retoma-la um dia. Infelizmente não... Sempre usei o que tinha e por base de referências dos próprios quadrinhos e mangás que adquiria, fui treinando por conta própria e hoje continuo treinando me baseando em muitos amigos artistas.


7.Como surgiu seu personagem?
O meu personagem, foi criado baseado em mim mesmo, tanto que ele usa o meu próprio nome Mitsuo. Ele foi criado com o grande intuito que tenho de sempre querer me aventurar em muitas historias, seja numa fantasia, um drama ou até mesmo em universos Sci-fi.

8.Onde busca inspiração para criar?
Eu sempre busquei inspirações naqueles que me sempre me reconheceram e me disseram “Você consegue Mitsuo” principalmente artistas que buscam sempre mostrar ao mundo um pouco de carinho e como a arte pode nos mudar como os trabalhos da Yuri Miyasato, a Grazi do Sincerigrazi, a Bia Busana, a Fabiane Sanda do Ayraillustrationse uma grande amiga minha Mie Wada.


9.Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Eu gosto muito de trilha sonoras, principalmente de jogos que fizeram parte da minha infância, quando estou criando um desenho ou uma comic, SEMPRE coloco um álbum tocando ao meu lado diante ao tema do desenho que estou fazendo.

10.Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Normalmente, é quando eu acabo pensando demais em como fazer ou quando me pressionam demais, o que acaba me sobrecarregando e me estressando, fazendo até desistir de fazer ou aumentar o prazo de criar ele.

11.Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Sim, seriam eles: O gore e ecchi apelativos. Ambos para mim são temas que me deixam desconfortáveis, pelo seu excesso de tensão que acaba dando ao leitor.

12.O que vem por aí?
Estou pra criar uma nova coleção que envolvera muitos artistas no mês de Agosto, cujo mês do meu aniversario, mas o que será que é? Já já esta por aí!!

Desenho da Má feito pelo Mitsuo!


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

QUADRINISTA: RENATO CAMBRAIA

 

Renato Cambraia
@rcambraia

1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?

Como eu curtia desenhar desde muito novo, tinha uma atração natural por tudo o que era desenhado. Minha mãe aproveitou isso e me ensinou a ler basicamente com gibis da Turma da Mônica e da Disney, antes mesmo de eu entrar pra escola. Eu viciei naquilo, e todo domingo meu pai me levava na banca. Isso foi lá pelo final da década de 70, em Paraguaçu Paulista, interior de SP.



2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Eu adorava as histórias longas do Pato Donald escritas pelo Carl Barks, tipo a Perdidos nos Andes, O Segredo do Castelo, etc. Eram histórias muito ricas, tanto no roteiro quanto nos detalhes. Há uns dois anos atrás inclusive ganhei de aniversário uma coleção capa dura de 4 volumes só com essas histórias!



3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Gostar de gibis na infância me levou a curtir ouvir e contar histórias. Isso naturalmente me levou a gostar muito de ler livros. Sempre fui um aficionado por literatura – fazia na época o que a gente faz com séries hoje – maratonava mesmo! E gostar de ler sempre facilitou também meu aprendizado de forma geral. Então, em síntese, ler gibis me levou a gostar de aprender.
Aliás, estou fazendo exatamente a mesma coisa com meus filhos. Tenho dois, o Rafael (9 anos) e a Manuela (6 anos). Ambos aprenderam a ler em casa, sempre com muito gibi no meio. O Rafa é completamente viciado na Turma da Mônica, aliás!



4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Gosto mais de quadrinhos autorias, com experiências reais ou histórias reflexivas e originais. Mas vario bastante, e de vez em quando leio alguma de super-herói, zumbi ou outras coisas do tipo.


5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Não tenho bem um favorito, mas se fosse pra eu indicar uma HQ pra quem nunca leu nenhuma, seria a seguinte lista:
Maus, do Art Spiegelman;




As Três Sombras, do Cyril Pedrosa;
Persépolis, da Marjane Strapi;
Duas Vidas, do Fabien Toulmé;
The Sandman, do Neil Gaiman;




Tungstênio, do Marcello Quintanilha.
Tem muitos outros, claro, mas esses estão sempre na minha cabeça.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?

Comecei acho que como quase todo desenhista começa, quando criança mesmo. Aquela coisa de rabiscar tudo, paredes, armários, carro (esse foi com uma pedra, coitado do meu pai). Apesar dessas coisas, meus pais me estimularam muito na infância. Meu pai, engenheiro civil (assim como eu), fazia seus projetos no nanquim e papel vegetal. Era um paraíso pra mim, todas aquelas canetas e penas! Mas nunca fiz um curso formal de desenho na juventude, basicamente desenhava observando os cartunistas que eu curtia, como Angeli, Laerte, Glauco e Adão. Mas depois que entrei na faculdade, aqui em São Paulo, fiquei alguns anos sem desenhar praticamente nada.


7.  Como surgiu seu personagem?

Depois que me formei, voltei pra Paraguaçu em 98 e comecei a escrever crônicas para um jornal local, o A Semana. O pessoal do jornal começou a curtir minhas bobagens e acabou me dando uma página inteira pra editar. Convidei alguns amigos pra ajudar (o Marinho, o Foca e o Zé Ricardo) e inauguramos o Beco, uma página semanal que durou pouco mais de 100 edições. Fiz alguns quadrinhos lá, mas basicamente eu escrevia crônicas mesmo. Nessa época surgiu meu único personagem, o Pato. Era basicamente um alter ego claramente influenciado pelo mundo Disney e viveu um tempo através de algumas tirinhas. Mas ele não existe mais (ainda bem!).
Em 2006 muita coisa mudou, eu conheci o amor da minha vida (a Juliana), nos casamos e logo depois tive que assumir meu atual trabalho e em 2010 o Rafa nasceu. Entre 2006 e 2013, abandonei completamente o desenho.
Todo esse tempo sem criar foi muito prejudicial pra mim, e essa história não caberia aqui. Mas o que importa é que no começo de 2013 resolvi voltar a criar, depois de comprar um iPad e descrobir um aplicativo que mudou minha vida (Paper, https://www.fiftythree.com). E mais, decidi que iria publicar no Facebook, mesmo que achasse tudo uma porcaria. Criei uma página chamada Beco* em homenagem aos good old times e postava lá meus rabiscos. Aliás, continuo postando, tanto lá como no Instagram**.



8.  Onde busca inspiração para criar?
Gosto muito de falar de costumes, das coisas da vida. De relacionamentos, de educação infantil, das coisas boas e ruins que nós, humanos, acabamos fazendo. Então, basicamente a inspiração vem das coisas que me aparecem durante o dia, em qualquer lugar ou situação. As ideias de um cartum ou quadrinho nunca vêm enquanto eu desenho (em geral), então tenho um bloco de notas no celular pra anotá-las. Quando eu sento pra desenhar, é porque a ideia já está mais ou menos formada na cabeça.


9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Como eu não vivo de quadrinhos, eu desenho quando dá, então não tenho horário fixo pra isso. Esse é um dos motivos que só desenho no iPad. Dá pra levar em qualquer lugar e único recurso que preciso é a caneta e energia. Infelizmente não posso me dar o luxo de ter alguma mania tipo “só desenho na minha cadeira favorita, com a cortina em 35% e ouvindo Brahms”, então vai desde a mesa da sala, o balcão da cozinha e, algumas vezes – só algumas vezes - o banheiro.



10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Eu não tenho dificuldade na hora de desenhar propriamente dita, minha maior dificuldade é acreditar que vou ter uma próxima ideia. Cada vez que publico algum cartum, tirinha ou quadrinho, meu eu interior me diz “já deu, essa aí foi a última, você nunca mais vai ter nenhuma ideia”. Mas estou aprendendo a cada dia ignorar mais esse cara.


11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Eu não curto muito fazer cartum de política. Claro que o comportamento do ser humano é intrinsicamente ligado ao mundo político em geral, então de vez em quando sai alguma coisa com uma dose de política meio que de fundo, mas em geral é pra provocar alguma reflexão sobre nosso próprio comportamento. Mas aquele cartum político direto, de crítica a um lado ou a outro, não curto fazer mesmo. Já tem muita gente fazendo isso, não tenho vontade nenhuma. É uma coisa importante e tem que ser feita, claro, mas... não por mim.



12. O que vem por aí?
Tenho muita vontade de escrever um livro infantil. Sou obrigado aqui em casa a contar histórias para meus filhos (eles gostam das “da sua cabeça, papai”), e possivelmente algumas poderiam funcionar num livrinho. Queria tentar fazer isso ainda esse ano, vamos ver.
Também tenho tido vontade de fazer uns quadrinhos mais longos do que um cartum, tipo de uma página. Talvez iniciar aí um caminho pra uma HQ de verdade, quem sabe?