terça-feira, 13 de outubro de 2020

Resenha Destro - O Martelo da Direita

De início, caros leitores, uma mensagem útil para quem for louco o suficiente para começar a criar seus próprios personagens e histórias.

Essas são as duas coisas mais importantes em um filme. Ou série. Ou livro. Ou, no caso que estamos cá a analisar, quadrinhos.

Personagens e histórias.

O desenvolvimento de personagens e sim, estou falando na famosa Jornada do Herói de Campbell. Funciona porque cada um de nós, em sua própria vida, está passando por sua Jornada do Herói particular. É assim que funcionam esses seres estranhos chamados de humanos. Todos temos nossos mentores, aliados, até inimigos. Muitas vezes cada um destes desempenhando mais de um papel, seja nas histórias, seja na nossa vida.

E não pensem que a Jornada do Herói é um conjuntinho de regras fixas a ser seguido à risca. Pelo contrário, é absolutamente flexível e se pode alterar a ordem das etapas à vontade, fazer um personagem representar mais de um papel ou arquétipo, e subverter tudo. É aí que entram a criatividade e a imaginação.

Um dos melhores exemplos, claro, é a Trilogia Original e Única de Star Wars. Não preciso aqui narrar a trajetória de Luke, Leia, Han, Chewbacca, Obi-Wan, Yoda... E sim, é evidente que os filmes trazem em seu âmago uma poderosíssima mensagem, a luta pela liberdade. Cada um dos personagens é alguém com um passado, seus temores, medos, manias, cada um deles comete erros, aprende e evolui com eles.

É isso que se chama desenvolvimento de personagens. Faz com que o personagem se mostre orgânico e real, e assegura que quem assiste ao filme ou série, leia o livro ou quadrinho, se identifique com ele.

A mensagem universal da luta pela liberdade em Star Wars está inserida como componente da história da Rebelião contra o Império, também organicamente. Mas podem conferir novamente, ela nunca, nunca, repetindo NUNCA é mais importante que a história ou personagens.

Comece uma história baseando-se única e exclusivamente na mensagem que quer transmitir, esquecendo todo o resto, e você não estará escrevendo um livro ou roteiro de quadrinho, série ou filme. Estará meramente preparando um panfleto político ou ideológico. Não reclame se depois ninguém prestar atenção ao que você está tentando vender. Há inúmeros exemplos nos últimos tempos de produções com muita mensagem, cumprindo uma agenda na maior parte das vezes classificada como “progressista”, e que foram estrondosos fracassos. E eu acrescento ainda, merecidos fracassos.

Está aí a trilogia Star Wars da Disney que não me deixa mentir. Ao contrário do inimitável e clássico original, tem personagens ocos, sem alma, e histórias sem nexo que chegaram ao ápice do pior que se pode fazer quando o deplorável Episódio 8 foi apresentado em aulas de roteiro como exemplo do que NÃO fazer.

Não precisam acreditar em mim. Confiram neste link vocês mesmos:

Não é a toa que a hashtag #entertainmentmatters está se tornando cada vez mais eloquente.

Agora, para começar mesmo, me permitam confessar um arrependimento: ter descoberto a campanha no Catarse de Destro tarde demais. Mas já estou alerta para ser mais um insurrecto para o volume 2.

Sim, como tem um número 1 na lombada, e diante do espantoso final da HQ (por que, Luciano, por que nos deixar nessa expectativa, meu amigo!?) é evidente que haverá um volume 2!

Sim, Destro – O Martelo da Direita, de Luciano Cunha e Michel Gomes, traz uma forte mensagem contra as ideias socialistas e ditas “progressistas”. A começar pelo próprio nome do protagonista, a HQ tem um indisfarçável conteúdo político conservador, liberal e de direita.

Mas quem tem competência e talento costuma fazer bem a “lição de casa”. E mesmo com essa mensagem contra o totalitarismo permeando cada página da história, os personagens e a trama em si são o mais importante em Destro!

E que personagens, e que trama!

Quando mencionei o nome do Luciano Cunha talvez a maioria de vocês lembre que é dele também o principal anti-herói dos quadrinhos brasileiros, o Doutrinador (se bem que, para combater os corruptos e certas máfias por aí, só mesmo sendo um herói de verdade) e que inclusive se tornou um filme de imenso sucesso, inclusive no exterior. Coisa, novamente, de gente competente e de talento!

Enfim, passei a acompanhar Destro HQ nas redes sociais, e me empolgando cada vez mais. E a história me cativou mesmo quando foi divulgada a imagem de uma das páginas, mostrando como a Insurreição, os rebeldes que lutam contra o governo totalitário que tomou o Brasil (e o mundo) descobriu sob a Catedral da Sé milhares de livros. O garoto que é o primeiro membro desse grupo a encontrar Destro, o protagonista da história, explica que os volumes deveriam ser queimados pela polícia política, porém foram esquecidos. E ele os escaneia e lança pela grande rede, “para as pessoas conhecerem a luz” como comenta.

Não se parece com muitas notícias que andamos vendo nos últimos tempos? Tentativa de abolir ou deturpar o conteúdo de autores como Monteiro Lobato, Mark Twain, H.P. Lovecraft, essa estranha moda do “cancelamento”...

A HQ começa com números ligados aos piores ditadores do passado e do presente, e uma série de recortes de notícias que mostram uma preocupante similaridade com alguns noticiários que assistimos nos últimos tempos. E esse prólogo termina com uma citação de 1984 de George Orwell, aquela descrevendo como todos os livros foram reescritos, quadros repintados, ruas, estátuas e edifícios renomeados. Ao menos dois dos autores citados acima tiveram de fato seus escritos deturpados, e acredito que todos vocês lembram-se dos noticiários daquele povo que vinha vandalizando monumentos pelo mundo, não é?

Aliás, sobrou até para a estátua de Ariano Suassuna no Recife.

Passamos à ação propriamente dita, em São Paulo, 2045. Nosso herói tenta encontrar comida, mas a situação é pior até do que a atualidade na Venezuela, e nessa luta os sobreviventes do regime têm uma vida de penúria. Somos apresentados a uma tragédia pessoal no passado de Destro e ainda descobrimos mais um pouco sobre ele. E também como, gradativamente, as pessoas foram sendo ensinadas a não pensar nem questionar, e as forças do totalitarismo tomaram o poder.

Destro é detectado pelos drones da polícia política e têm início uma perseguição. Ele escapa, mas precisa ser resgatado, e nesse momento temos uma participação muito especial, que nosso amigo Gilson Cunha descreveu assim: “se fosse no cinema, seria o momento em que todos se levantariam para aplaudir”. E não, claro que não vou contar quem é!

Assim Destro conhece a Insurreição, e enquanto andam pelos subterrâneos da metrópole vemos alguns velhos cartazes nas paredes, inclusive um que fala sobre a covid-25 e o dever de denunciar aglomerações. Aliás, Destro não tem um chip de identificação, razão pela qual os agentes do governo o caçavam.

Controle por meio de drones e por chips, no caso, dos celulares, onde foi mesmo que ouvimos essas notícias antes?

O garoto, junto com Padre Marcel, finalmente convence Destro a se unir aos insurrectos. A trama até aqui, e também além deste ponto, é entremeada com os bastidores do poder, onde evidentemente se vive com todo luxo e conforto. Essas cenas ainda apresentam o desolador cenário internacional dessa sombria realidade.

Não dá, simplesmente não dá para não vibrar com as primeiras ações de destaque da Insurreição, sob o comando de Destro. Eles vão dando seguidos golpes no regime, inclusive com uma muito gráfica cena do assassinato de um personagem importante que discursa com absoluta naturalidade sobre direitos humanos e segurança, garantidos por sua tecnologia de chips subcutâneos e controles neurais, sobre gulags e confrontar os insurrectos. Sim, vibrei muito com a cena.

De golpe em golpe os heróis chegam ao ponto culminante, e como costuma acontecer nas boas histórias, é nessa parte que o chão desaba sob os pés dos protagonistas. Conforme comentei acima, vemos então uma cena surpreendente que deixa um enorme gancho para o volume 2 de Destro. Só faltou um “to be continued”, ou “continua no próximo capítulo”, mas como sou veterano fã de Arquivo-X e seus históricos ganchos de final de temporada, não sofri muito.

Destro – O Martelo da Direita, como ficou claro, é uma trama empolgante de luta pela liberdade, como algumas das melhores histórias das quais somos fãs na TV, no cinema e claro, nos quadrinhos. Os adeptos do totalitarismo, nessa histórica HQ, são muito parecidos com alguns que vemos aqui em nosso mundo. Já viu alguém defendendo a diversidade mas rotulando tudo e todos? Sendo contra a diversidade de opinião enquanto afirma ser pró-direitos humanos? Alegar que vidas deste ou daquele setor da sociedade importam, mas apoiando o vandalismo e a queima de negócios de gente honesta? Dizendo ser a favor da cultura mas defendendo a “correção” ou até o completo banimento de livros?

Então você conheceu gente que é bem representada pelos agentes do governo totalitário da sombria realidade de 2045 em Destro. Que, aliás, já tem uma nova campanha de financiamento lançada, desta vez para uma webserie, inclusive com trailer! Reconhece alguns pontos de São Paulo nele?

Recomendo fortemente que leia Destro – O Martelo da Direita, que se tornou obrigatória na estante do colecionador. Luciano e Michel estão de parabéns, assim como toda a equipe da Superprumo Editora, que chegou com tudo ao mercado brasileiro de quadrinhos. No site deles vocês podem adquirir Destro e suas outras HQs, e enquanto aguardamos o ansiado retorno dos quadrinhos do Doutrinador (e o número 2 de Destro, claro) vale a pena conhecer os demais trabalhos.

Destro é mais uma prova de que o mercado brasileiro de quadrinhos comporta todas as narrativas em sua vibrante diversidade, e em um momento como o que vivemos neste estranho 2020, é um recado muito claro para que jamais pensemos em abrir mão de sequer um fiapo da liberdade.

Parabéns!

terça-feira, 22 de setembro de 2020

QUADRINISTA: MARCO FELIPE


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Primeiramente obrigado Corujice Literaria pela oportunidade de divulgar meu trabalho;  vamos lá, meu nome é Marco Felipe eu faço as tirinhas do Pirados e Loucos e também do PiradosFutLoucos no Instagram também tenho um pequeno canal de desenho no youtube chamado Canal do Careca. 
Desde os 5 anos sempre curti desenhos animados ou qualquer revista, jornal até mesmo livros da escola que tivesse desenho eu estava sempre tentando copiar os desenhos rsrs, agora atualmente o que despertou meu interesse por Hqs e quadrinhos digitais foi conhecr o trabalho do Guilherme Bandeira e do Carlos Ruas.


2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Além das revistas ou qualquer ilustração que encontrava desenhada por ai rsrs, os primeiros quadrinhos mesmo que tive contato que eu tenho lembrança são os da Turma da Mônica e os quadrinhos da Disney, adorava o Zé Carioca, quando era pequeno não tive muito acesso a quadrinhos pois as coisas não eram tão faceis para minha mãe ou pai me dar, então era bem esporadico os quadrinhos que eu comprava ou ganhava, mais curtia muito ver as tirinhas dos jornais do meu avô, me lembro do Calvin e Haroldo, garlfield e Laerte são as mais frescas na minha memória e antes que me esqueça eu adorava ficar procurando o Wally hehehe.


3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Acredito que influenciou muito na minha paixão por além é lógico de formar meu carater através das histórinhas aonde sempre tinha algo bem humorado ou uma lição de valor para a vida, como ajudar o próximo por exemplo; o meu principal lema de vida é NÃO FAZER AO PRÓXIMO O QUE VOCÊ NÂO GOSTARIA QUE FIZESSEM COM VOCÊ, acho que muito disso veio do fato de eu gostar de me expressar rabiscando.

4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Eu gosto muito de ler coisas bem humoradas com uma certa critica social porem leio qualquer coisa desde que me prenda, adoro conhecer outros artistas e trabalhos independentes, antigamente a gente ia na banca e só via sempre as mesmas coisas, hoje temos um vasto de artistas espalhados na internet podendo divulgar seu trabalho sem necessariamente de uma editora, eu acho isso fantastico!


5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Acho muito dificil dizer um quadrinho só como favorito, acredito que todo quadrinho que a gente gosta tem seu valor, mais se fosse pra escolher um seria a Turma da Mônica pois foi meu primeiro contato com quadrinhos.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Então desde os meus 5 ou 6 anos mais ou menos sempre gostei de desenhar, quando criança eu era muito timido e por ter muita vergonha e não me enturmar muito, eu sentava no meu canto com um caderno e um lapis e ficava horas desenhando, minha mãe até achava que eu tinha algum problema porque passava muito tempo sozinho e desenhando até que uma psicologa disse para ela que eu era apenas timido mesmo rsrs, nunca fiz um curso presencial apenas pegava alguns livros ou revistas com dicas, sabe aquelas que vendiam em bancas de jornal, com meus 17 anos mais ou menos parei de desenhar e fiquei sem rabiscar até uns 25 anos, pois não tinha muito tempo devido a faculdade de administração e trabalho, até que voltei a desenhar por hobby e descobri os quadrinhos digitais e o Rice Araujo um ótimo desenhista vencedor do salão de humor de piracicaba e outros concursos por ai, fiz um curso online com ele de caricatura e desenho basico, e ele me mostrou que era dificil porem possivel viver desenhando, desde então não parei mais, mais a maior parte do que aprendi foi autodidata , de 2017 pra cá as vezes encontro alguns cursos interessantes online e eu faço para aprimorar, o ultimo curso que fiz foi do Leonardo Maciel de criação de personagens adoro o trabalho dele!, espero um dia poder viver apenas de ilustrações e quadrinhos quem sabe no momento é apenas um hobby que levo bem a sério digamos assim.


7.  Como surgiu seu personagem?
Surgiu bem por acaso, eu tinha rabiscado um pirata em algum sketchbook largado e sempre achei ele simpatico, ai quando me surgiu a ideia de criar tirinhas online me lembrei dele na hora, acho ele bem carismatico, no inicio da pagina Pirados e Loucos, minha ideia era fazer um manicomio, aonde cada personagem por ser louco se fantasiava de algum personagem da historia da humanidade ou algo bem estranho, um era o pirata no caso o Flint que criei, tinha um viking, um demonio bebado, um mineiro apaixonado por Star wars rsrs, porem achei que ia ficar muito confuso já sair criando muitos personagens sem nem ser conhecido, então foquei só no pirata Flint e no seu amigo o polvo Paul , as vezes coloco alguns personagens novos porem são pequenas participações.


8.  Onde busca inspiração para criar?
Busco inspirações vendo séries, filmes, lendo revistas, assistindo youtube, coisas do dia a dia, mais o foco principal é ser bem humorada, se eu achar que pode ser engraçada eu sento e desenho.

9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Prefiro desenhar a noite porque é mais calmo e tranquilo, acho que seria essa mania rsrs.


10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Acho que a maior dificuldade é estimular a criatividade sempre e espantar o bloqueio criativo que as vezes pega a gente, se eu fico dois dias sem desenhar ou sem ideias já começo me sentir culpado por isso rsrs

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Não recusaria a falar sobre nenhum tema não, mais gosto de evitar politica, acho importante discutir sobre o tema, mais o pessoal parece torcida de futebol eu sou de direita e você de esquerda, acho isso ridiculo, acredito que o povo tem que parar de defender ideologias ou politicos de estimação e olhar mais para os candidatos e suas propostas independente de partido e assumir quando o politico que você votou está errado.


12. O que vem por aí?
Bom minha ideia é futuramente lançar um pequeno livro de forma independente com todas as minhas tirinhas do Pirados e Loucos feitas até o momento, já pensei em lançar um catarse, mais ainda acho muito cedo pois não sou tão conhecido assim, quem sabe um dia né. Esse ano lancei o Piradosfutloucos, aonde aborto curiosidades e tirinhas bem humoradas do mundo do futebol, tive a ideia desse projeto visando trazer o pessoal que gosta de esporte a conhecer o mundo dos quadrinhos tambem. E pretendo começar a participar de algumas feiras para divulgar meus trabalhos e desenhos.
Muito obrigado

E se você chegou até aqui, passa lá no meu instagram ; )

grato,

Marco Felipe Coral Russo
Instagram: @piradoseloucos @piradosfutloucos @marcofcrusso

terça-feira, 15 de setembro de 2020

QUADRINISTA: RILCIRLEY BRASIL


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Não sei extamente em que idade, mas desde criança eu adorava os gibis da Turma da Mônica. Entao comecei a juntar dinheiro e comprar.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Provavelmente algum da turma da monica. Também tinha os da Disney e dos trapalhões.


3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
O suficiente pra me manter são nesse mundo(hehe) . Também me influenciaram a começar a ler livros e desenvolver meu próprio senso crítico.

4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Sempre preferí os de humor. Depois comecei a acompanhar os de super Heróis. Nessa fase de hoje em dia, eu procuro outras hq's alternativas , algo mais com pé na realidade.


5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Bem dificil, mas eu posso citar três. As coletânias de tirinhas do Angelí, sempre com um humor crítico a sociedade da época que serve bem a hoje em dia. Turma da Mônica - Laços. Quadrinho dos irmãos Caffagi feito com muito amor. E um do Homem Aranha que amo demais, saiu no Brasil como Homem- Aranha anual Renascimento de Duende Verde. Um quadrinho muito psicológico onde o Aranha enfrenta o duende verde e o vilão Ratus.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Até hoje não fiz curso nenhum. Mas gostaria de fazer pra desenvolver mais tecnicas. Comecei desde criança graças ao meu irmão mais velho que já desenhava muito bem.


7.  Como surgiu seu personagem?
Eu tenho alguns personagens, mas de um ano pra cá eu me foquei em um só. O Palhaço ANeurisma. Surgiu de uma música que ouvi num bar do Bruno e Marrone. Uma parte que diz "Palhaço que não sorrir". Entao criei um palhaço que nao sorrir.


8.  Onde busca inspiração para criar?
Nossa vida , a vida de cada um de nós é uma tremenda inspiração. Crio tirinhas não só a partir do que acontece comigo, mas também do que vejo por aí.

9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Mania de esquecer os diálogos. Ha, ha, ha. Mas eu sempre paro, respiro e escrevo pra não esquecer. E ouvir música ou podCast é crucial pra se criar.


10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Como hoje em dia eu faço tirinhas pro instagram, minha maior dificuldade é fazer um quadrinho em que o leitor entenda, compreenda e se divirta. Procuro deixar o desenho e os diálogos o mais enxuto possível, pra não criar muita poluição visual pro leitor, pois nas redes sociais as pessoas passam rápido demais pelos feeds. As vezes é tanta ideia que tenho na cabeça que penso se é possivel transmitir essa ideia pelo instagram em 3, 4 ou 5 quadrinhos.

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?Normalmente eu nao procuro fazer sobre sexo explícito ou gratuito. Se for pra educar eu preciso saber bem do que estou escrevendo. Algo que insulte as minorias é algo que eu não faço também.





12. O que vem por aí?
Espero que encontrem a vacina pra essa doença logo para que ano que vem eu possa participar de muitos eventos e poder levar meus quadrinhos por aí. Por enquanto quero continuar popularizando o meu Palhaço Aneurisma.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

QUADRINISTA: GISELLA PIZZATTO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Sempre gostei. Desde o inicio da alfabetização meu pai comprava Disney pra nós.sempre esteve presente na minha vida.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Acho que apaixonante mesmo foi Holy Avenger, da Awano sensei  e do Cassaro. Primeiro quadrinho que me fez chorar. E os Livros da Magia, do Neil Gaiman. Estes foram marcantes.



3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Os quadrinhos são parte da minha vida e uma parte do que sou e do que eu faço. Não sei se tiveram influência direta sobre minha "vida", mas acho que toda boa literatura é capaz de nos transformar e nos levar a reflexões sobre uma série de coisas. Os quadrinhos se encaixam aí. Quando são bons, são como boa literatura, amigos que nos levam a mundos diferentes, olhares diferentes e à uma reflexão do nosso próprio universo pessoal.



4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Prefiro mangá, qualquer gênero, desde que bem feito e bem escrito. Mas também leio outros tipos, não me apego muito a gêneros. Quero ler coisa boa, bem feita, bacana.



5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Pergunta difícil. São muitos. Mas os que encabeçam a lista dos top 5 estão Full Metal Alchemist e XXXHolic, devido à temática por trás da história principal: o conceito de que para conseguir algo é preciso sempre ceder algo de equivalente valor.



6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Comecei a estudar desenho com 11 anos e não parei mais. Fiz um curso por 10 anos que envolveu desenho clássico e ilustração além de estudos de várias técnicas. Depois disso, continuo a estudar mangá, aquarela e desenho clássico, fazendo cursos eventuais e exercitando bastante. O estudo precisa ser diário.

7.  Como surgiu seu personagem?
Cada um surgiu de um jeito. Alguns surgiram para encaixar em uma história pronta, outros se desenvolveram primeiro e depois a historia em torno dele foi sendo criada. Como as pessoas, cada personagem tem uma historia diferente.



8.  Onde busca inspiração para criar?
Sou formada em História, e dela tiro muita coisa. Normalmente gosto de misturar também com fantasia e literatura. Mas tudo é inspiração para uma boa história. Basta saber contar direitinho.

9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Mania acho que não... Mas gosto de ouvir música enquanto trabalho, ou gente falando sobre literatura.



10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Não tenho muito isso... As vezes, quando o roteiro não é meu, sinto dificuldades na hora de acertar um estilo. Mas vou persistindo até que sai como eu quero.

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Não faço nada com conotação muito sexual ou explicitamente sexual, e acho que não faria nada que fosse contra minhas crenças e valores. Já recusei trabalhos assim. Não acho que tudo é "trabalho". Alguns podem até discordar. Sim, é verdade que o que fazemos é entretenimento. Mas também temos de ter responsabilidade sobre o que passamos através deste entretenimento. Já recusei também trabalhos que queriam surfar na onda do "politicamente correto" só para terem visibilidade ou ganharem apoio financeiro do governo e de outras entidades. Não concordo com esse tipo de postura. Acredito que devemos fazer um trabalho em que acreditamos naquilo e não porque "vai vender".



12. O que vem por aí?
Vixe, tanta coisa!

No momento estou ativamente trabalhando em 3 projetos como desenhista:

Saint Seiya Episódio Oculto: um projeto para fazer Cavaleiros do Zodíaco no Brasil. Minha parte é a história do cavaleiro de Peixes, Afrodite. O primeiro capítulo já saiu e estou produzindo o segundo.

Divine Sparkles: uma produção para a plataforma americana Webtoon. É uma aventura de fantasia que será lançada em 2021. O prólogo deve sair ainda este ano.



O Caso da Possessão de Madalena Shoefield : um one shot curto em parceria com o escritor Raphael Albuquerque. É uma historia que mescla terror e suspense, bem fora do que eu costumo fazer, mas está sendo bem desafiador e bacana de fazer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

QUADRINISTA: EDUARDO ONO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Desde pequeno não lembro exatamente a idade. Costumava comprar revistas na banca de jornal.

2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
Provavelmente a Turma da Mônica, algo bem comum às crianças brasileiras até os dias de hoje e depois com os heróis da Marvel e da DC.


3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Serviram de inspiração e motivação para desenhar, pois folheando as páginas, dava vontade de criar personagens também.


4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Hoje em dia não tenho preferência, mas algum com uma boa história. 

5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Akira de Katsuhiro Otomo. Estava acostumado com as histórias da Marvel e DC em uma época com poucos mangás no Brasil. Tinha uma estética e narrativa completamente diferentes.


6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Comecei de forma espontânea copiando os desenhos das histórias em quadrinhos e recentemente fiz um curso.

7.  Como surgiu seu personagem?
Minhas personagens fazem parte da minha vida, pois são as minhas filhas. 

8.  Onde busca inspiração para criar?
A inspiração vem das histórias que vivi com elas e que gostaria de compartilhar de uma forma lúdica.  


9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Tenho várias histórias não finalizadas, pois quando a ideia aparece preciso desenhar para que ela não se perca. Depois o desafio é finalizá-las.  

10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Tento não fazer da história uma piada interna, algo que só as pessoas próximas conseguiriam entender. Além disso, o desafio de uma tira é a capacidade de sintetizar uma história em poucos quadros.  

11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Como as tirinhas giram em torno do cotidiano das minhas filhas, os temas abordados precisam ter relação com o universo delas. 

12. O que vem por aí?
Trabalhar pelo crescimento do perfil e avançar em outros formatos e mídias.



quinta-feira, 27 de agosto de 2020

QUADRINISTA: JUNIOR CORTIZO


1. Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?
Como toda criança que é apresentada aos gibis logo pequena me lembro da minha irmã usando os quadrinhos para me iniciar na alfabetização. Como ela e meus outros irmãos também liam me era natural ter quadrinhos sempre por perto. Daí foi um pulo até eu começar a tentar reproduzir desenhos do Mickey ou Cebolinha.


2. Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?
O primeiro talvez seja bem difícil mas me lembro de uma edição do Homem Aranha onde aparecia o personagem Nova que me atraiu tanto que o desenhava sempre. Acho que foi esse o primeiro degrau.

3.  Como os quadrinhos influenciaram sua vida?
Os quadrinhos me acenderam o interesse por narrativas que íam do humor até materiais mais sérios entendendo que essa mídia nunca foi apenas para o público infantil. Obras como O Cavaleiro das Trevas ou Maus me fizeram ter a certeza de que os quadrinhos eram um meio universal de se contar histórias e que isso criaria em mim uma vontade de também contar as minhas próprias. Comecei na adolescência a desenvolver, criar e desenhar meus gibis.


4.  Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?
Eu sou bastante eclético e gosto da mídia em si assim como gosto de livros e filmes portanto não tenho um tema preferido mas puxo um pouco para ação e horror. Mas acho que depende do clima.

5.  Qual seu quadrinho favorito? Por quê?
Caramba, que difícil escolher um! Mas vou escolher a história que me fez entrar de vez no mundo dos quadrinhos como colecionador: Dias de um Futuro Esquecido. Nunca imaginaria, até aquela época, que super heróis pudessem morrer e aquele roteiro do Chris Claremont com a arte do John Byrne foram marcantes para mim!

6.  Quando e como começou a desenhar? Acompanhou algum curso/livro?
Como toda criança já rabiscava paredes e sofás de casa sempre que tivesse canetas nas mãos! Mas comecei a pensar mais seriamente nisso na adolescência, incentivado por outros amigos que também nutriam esses gostos em comum isso lá pelos anos 80/90 então, diferente de hoje , não haviam cursos disponíveis nem dinheiro para se investir em algum. Mas me lembro de um livrinho de um amigo com poucas páginas e era sobre anatomia, coisa bem básica, mas o suficiente para eu treinar proporção e anatomia humanas.


7.  Como surgiu seu personagem?
São personagens mais velhos que muitos leitores...bom, a Tribo começou bem diferente e naquele momento já citado, quando tinha uns 14/15 anos. No começo eram inspirados em mim e amigos mas depois foram se transformando, criando identidade própria até se tornarem a Tribo que é hoje. Eu e meus amigos e cocriadores Dimas Moreira e Bert Ribeiro usamos experiência, gostos pessoais e muita influência pop para moldarmos o que você leu nos nossos quadrinhos. Nesse momento ainda não era tão viável produzir e imprimir quadrinhos autorais portanto não pude publicar nada deles.
Com o tempo, a gente foi ficando com cada vez menos espaço para nos dedicarmos a eles até ficarem guardados em uma gaveta esperando o momento de retornarem definitivamente e isso chegou em 2014 e desde então venho produzindo materiais inéditos.
Se somarmos esse período embrionário esses personagens tem mais de 30 anos...

8.  Onde busca inspiração para criar?
Inspiração acontece a qualquer momento mas a gente não pode ficar esperando por ela não, hehehe. Mas é muito comum eu ficar deitado na cama e ficar acordado pensando em ideias para aventuras novas baseadas em informações que tive lendo, assistindo alguma coisa ou à partir de conversas.


 9. Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?
Gosto de ouvir músicas ou podcasts enquanto trabalho. Até ver TV me ajuda. 

10. Qual a maior dificuldade encontrada na hora de criar?
Olha, a gente sempre procura criar algo com certa originalidade mas sabemos que isso é difícil então tento pensar em coisas que gostaria de ver numa hq e sou bem crítico com a minha arte que considero bem mediana mas ciente disso procuro melhorar sempre. Mas isso é parte do processo, o que realmente dificulta é não ter isso com fonte de rendo portanto não consigo me dedicar o quanto gostaria. É difícil amar tanto algo e não poder viver 100% disso por isso quando estou trabalhando em meus materiais coloco tudo de mim neles.


11. Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?
Acho que não, os temas estão aí para serem trabalhados claro, desde que com respeito em certos assuntos mais polêmicos. Hoje temos um certo pragmatismo político, pessoas que defendem políticos com tanto afinco que vem atrapalhando a visão de como essas pessoas devem se vistas. Nas hqs da Tribo, sempre há um político envolvido em algo ilegal, criminoso. Não que todos sejam assim mas são esses os que se destacam infelizmente. Dependendo de como se lê pode se passar a ideia de que estou defendendo isso ou aquilo mas só quero mostrar que tem muita gente “privilegiada” que pode ser pior que qualquer monstro. O tema que eu achar interessante eu uso mas descartaria erotismo, por exemplo.


12. O que vem por aí?
Estou finalizando a terceira edição da Tribo que tive um atraso por conta da minha criação mais recente: minha filha!
Também estou com planos de otimizar a produção já que além de escrever também desenho, coloco as cores, texto e edito além de imprimir e vender, isso leva um tempão. Mas cada segundo investido me deixa muito feliz pois se dedicar ao que gosta, mesmo por pouco tempo, ajuda muito e a recompensa de ver um trabalho pronto é gratificante demais!